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Economia

Citroën Aircross, Basalt e C3 terão motor híbrido leve em 2027

Linha 2028 dos veículos produzidos em Porto Real receberá tecnologia MHEV de 12 volts combinada ao motor turbo flex.

Por 3 min de leitura

Citroën Aircross, Basalt e C3 terão motor híbrido leve em 2027
Citroën Aircross, Basalt e C3 terão motor híbrido leve em 2027

A linha 2028 dos modelos Citroën Aircross, Basalt e C3 receberá o sistema híbrido leve MHEV de 12 volts a partir de 2027, conforme apuração recente sobre os planos de produção na fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro. Embora a Stellantis já fabrique o Jeep Avenger com essa mesma tecnologia no complexo fluminense, os veículos da marca francesa estrearão o conjunto eletrificado como principal novidade para o próximo ciclo.

O sistema híbrido leve que será integrado aos três automóveis da Citroën é o mesmo já aplicado em utilitários e compactos de marcas irmãs do grupo, como Peugeot 208, 2008, Fiat Pulse e Fastback, além da própria Jeep. A tecnologia continuará a atuar em conjunto com o motor 1.0 turbo flex 200, capaz de entregar 116 cavalos de potência e torque de 20,4 kgfm, associado ao câmbio CVT que simula sete marchas.

De acordo com os detalhes técnicos do projeto, o dispositivo auxiliar de 12 volts não traciona as rodas diretamente, mas colabora para a redução do consumo de combustível no trânsito urbano e diminui a emissão de poluentes. Além do ganho ambiental e de eficiência, os futuros donos de modelos híbridos leves também poderão contar com vantagens adicionais, como incentivos fiscais em determinados estados e a dispensa do rodízio municipal de veículos na cidade de São Paulo.

No tocante à gama de configurações previstas para a linha 2028, os modelos C3 e Basalt manterão em catálogo as opções equipadas com o motor 1.0 Firefly aspirado e o propulsor 1.0 Turbo 200 flex sem eletrificação. Por outro lado, o utilitário esportivo Aircross será comercializado exclusivamente com versões dotadas do motor turbo 200 flex e da tecnologia híbrida leve turbo 200 MHEV, mantendo a estratégia comercial de dispensar o motor 1.0 aspirado desde o seu lançamento.

A montadora também planeja introduzir atualizações estéticas e retoques visuais no C3 e no Aircross para acompanhar a chegada das inovações mecânicas. Como o Basalt é o projeto mais recente entre os três integrantes da família francesa, as modificações de estilo para este modelo devem ser implementadas apenas em 2028.

Em paralelo aos cronogramas de atualização mecânica na unidade fluminense, o futuro comercial da Citroën e da Peugeot no mercado brasileiro passará por um processo de reestruturação profunda. O presidente da Stellantis na América do Sul, Herlander Zola, reconheceu que houve equívocos na condução anterior das operações de ambas as marcas, que originalmente foram posicionadas para concorrer diretamente com a Fiat.

Diante desse cenário, a direção do grupo automotivo determinou que tanto a Citroën quanto a Peugeot serão transformadas em marcas de nicho no país, com foco em produtos de menor volume e maior valor agregado. A Peugeot, em específico, assumirá um perfil mais premium, ao passo que a complementariedade de portfólio visa corrigir o rumo das operações locais e encerrar a concorrência interna com a marca italiana.

Fontes consultadas

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