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Política

CNU de 2027 poderá ofertar até 3 mil vagas após aval do Congresso

Ministério da Gestão afirma que o novo certame depende da aprovação da Lei Orçamentária Anual para definir o espaço fiscal.

Por 3 min de leitura

CNU de 2027 poderá ofertar até 3 mil vagas após aval do Congresso
CNU de 2027 poderá ofertar até 3 mil vagas após aval do Congresso

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos confirmou que a próxima edição do Concurso Nacional Unificado, prevista para 2027, poderá contar com um total de 2.000 a 3.000 vagas. Contudo, a concretização da seleção pública permanece condicionada à aprovação da Lei Orçamentária pelo Congresso Nacional, que definirá o espaço fiscal necessário para as novas contratações no âmbito do Executivo federal.

De acordo com a pasta, o Projeto de Lei Orçamentária Anual enviado pelo governo federal reserva recursos expressivos para o setor público, destinando R$ 1,3 bilhão para novas contratações no Executivo e R$ 1,2 bilhão voltados a concursos em instituições federais de ensino. No total, o planejamento prevê 53.530 vagas, somando novos postos de trabalho e o preenchimento de vagas por servidores já aprovados em processos anteriores.

A realização de um novo Concurso Nacional Unificado em 2027 está diretamente atrelada ao aval parlamentar. Em nota oficial, o ministério destacou que a oferta estimada de até 3.000 novas vagas compensa a realização do certame, considerando tanto as posições já autorizadas quanto aquelas que ainda serão definidas com base na legislação orçamentária.

Diante do constante volume de aposentadorias no serviço público, o governo federal planeja manter a periodicidade bienal para a realização do exame unificado. O objetivo principal é assegurar a recomposição contínua da força de trabalho, garantindo que os órgãos estatais mantenham a capacidade operacional necessária para implementar políticas públicas essenciais para a população.

O modelo centralizado implementado pelo governo tem despertado o interesse de administrações estaduais e municipais. Como desdobramento, o ministério iniciou tratativas com o Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração para apresentar a metodologia do certame e oferecer diretrizes técnicas e legislativas que viabilizem seleções unificadas em âmbito regional.

Nos planos da pasta, a Escola Nacional de Administração Pública continuará atuando como a principal executora do concurso, enquanto o ministério centraliza a coordenação, o monitoramento e a avaliação de toda a política de pessoal. Desde o ano anterior, a preparação do exame passou a ser assumida diretamente por órgãos públicos, substituindo as antigas bancas organizadoras contratadas.

O Concurso Nacional Unificado consolidou-se no calendário nacional após edições anteriores de grande porte. A primeira realização ocorreu em 2024, atraindo 2,1 milhões de candidatos para disputar 6.640 vagas em 21 órgãos federais. Já a segunda edição, realizada em 2025, reuniu mais de 760 mil inscritos em busca de 3.652 postos distribuídos em blocos temáticos, reforçando a consolidação deste modelo de seleção em larga escala no país.

Fontes consultadas

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