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Brasil

Confronto entre policiais na Gardênia Azul deixa um morto no RJ

Disparos ocorreram na manhã de domingo após equipes do Bope e do 18º BPM se confundirem com criminosos na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

Por 2 min de leitura

Confronto entre policiais na Gardênia Azul deixa um morto no RJ
Confronto entre policiais na Gardênia Azul deixa um morto no RJ

Um subtenente do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) morreu e outros três policiais militares ficaram feridos na manhã deste domingo (11) após um confronto entre equipes da própria corporação na comunidade Gardênia Azul, localizada na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O episódio ocorreu quando os agentes patrulhavam a região utilizando viaturas descaracterizadas e teriam confundido integrantes da outra equipe com criminosos.

De acordo com as primeiras informações levantadas no local, a ocorrência envolveu guarnições do 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM), situado em Jacarepaguá, e do Bope. Os policiais do batalhão territorial não tinham conhecimento prévio da presença do Bope na área e acabaram interpretando a movimentação como uma ação de suspeitos ligados à facção criminosa Comando Vermelho.

O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, conhecido entre os colegas pela ampla experiência em operações especiais, foi atingido durante os disparos e não resistiu aos ferimentos. Testemunhas e relatos preliminares indicam que o episódio se desenrolou em pontos como o Beco do Saci e a Rua Guilherme Moreira.

A morte do agente ocorre menos de um ano após a perda de seu irmão, o terceiro-sargento Heber Carvalho, que também integrava o Bope e faleceu em outubro de 2025 durante um confronto em uma megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital fluminense.

Além do subtenente morto, outros três policiais foram baleados no tiroteio deste domingo, sendo dois integrantes do Bope e um do 18º BPM de Jacarepaguá. Todos os feridos foram encaminhados para atendimento médico no Hospital Municipal Lourenço Jorge, localizado na Barra da Tijuca.

A direção da unidade hospitalar informou posteriormente sobre o estado de saúde dos sobreviventes, apontando que dois deles passaram por cirurgia e apresentam quadro estável, enquanto outros dois receberam alta médica. Imagens do local registraram marcas de tiros em viaturas e cápsulas de munição espalhadas pelo chão.

O caso foi inicialmente registrado na 41ª Delegacia de Polícia, situada no Tanque, mas a investigação oficial sobre as circunstâncias do tiroteio fratricida será conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital.

Fontes consultadas

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