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Brasil

Guerra entre facções em Volta Redonda mobiliza Bope e helicóptero

Disputa territorial pelo tráfico de drogas na Vila Brasília gera intensos tiroteios e leva a prefeitura a solicitar reforço policial urgente.

Por 2 min de leitura

Guerra entre facções em Volta Redonda mobiliza Bope e helicóptero
Guerra entre facções em Volta Redonda mobiliza Bope e helicóptero

A cidade de Volta Redonda, no Sul Fluminense, enfrenta uma escalada de violência motivada por uma intensa disputa entre facções criminosas pelo controle territorial do Complexo da Vila Brasília e de bairros vizinhos. A região, composta por oito comunidades e cerca de 20 mil habitantes, tem sido palco de tiroteios frequentes, deixando moradores em pânico e provocando danos a residências, veículos e à rede de serviços locais.

A crise de segurança se agravou a partir do final de outubro, quando criminosos armados com fuzis, identificados como integrantes do Comando Vermelho e vindos do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, tentaram invadir a localidade para tomar os pontos de venda de drogas dominados pelo Terceiro Comando Puro. Nos confrontos iniciais registrados durante a investida, houve morte de suspeitos e registros de veículos e ônibus incendiados.

Diante da gravidade da situação, a Prefeitura de Volta Redonda acionou a cúpula da Polícia Militar do Estado para solicitar reforço urgente na segurança. A administração municipal exigiu a presença permanente de agentes e recursos tecnológicos para restabelecer a ordem na região afetada pelos conflitos armados entre os grupos rivais.

A resposta das forças de segurança incluiu a mobilização de equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Ações com Cães e do Grupamento Aeromóvel. Um helicóptero blindado equipado com câmera termográfica, capaz de identificar fontes de calor em áreas de vegetação, passou a auxiliar nas buscas e no monitoramento de suspeitos escondidos em matas.

Além do Bope, a operação conjunta conta com o efetivo de diversos batalhões da região e do Comando de Operações Especiais, formando uma barreira para impedir novas invasões. As autoridades locais reforçaram que o patrulhamento ostensivo e as ações de varredura devem continuar por tempo indeterminado até que a tranquilidade seja totalmente devolvida aos moradores do município.

A repercussão da violência e as suspeitas de facilitação por parte de agentes públicos também resultaram em desdobramentos administrativos na corporação militar, com substituições de comandos locais e transferências de policiais sob investigação. A Polícia Civil segue apurando os fatos e disponibilizou canais de denúncia anônima para receber informações que auxiliem na identificação dos criminosos envolvidos nos ataques.

Fontes consultadas

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