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Brasil

Subtenente do Bope morre após confronto com policiais militares no Rio

Agentes do 18º BPM confundiram uma abordagem realizada por colegas do Bope com uma ação criminosa devido à baixa luminosidade na zona oeste.

Por 3 min de leitura

Subtenente do Bope morre após confronto com policiais militares no Rio
Subtenente do Bope morre após confronto com policiais militares no Rio

O subtenente do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, morreu na manhã de um domingo, dia 11, após ser baleado durante uma operação no bairro de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. A ocorrência envolveu disparos efetuados por policiais militares do 18º Batalhão, que confundiram a equipe do Bope com criminosos devido à baixa luminosidade no local.

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Militar, os agentes do Bope realizavam a abordagem a um veículo na Rua Guilherme Moreira quando a equipe do 18º BPM avistou a movimentação. A corporação informou que, por conta da escuridão, a guarnição do 18º Batalhão interpretou a cena como um ato criminoso e abriu fogo contra os colegas de farda.

O confronto resultou em ferimentos em seis policiais militares ao todo. Entre os atingidos estavam cinco integrantes do Bope e um militar do 18º batalhão. Todos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, localizado na Barra da Tijuca. O subtenente Gláucio, no entanto, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

O oficial morto possuía 26 anos de dedicação à corporação, tendo atuado a maior parte do tempo no Bope, e deixou três filhos. Entre os demais feridos, campanhas de doação de sangue passaram a ser mobilizadas na internet em favor do sargento Leonardo Malaquias, enquanto o estado de saúde dos outros agentes atingidos não teve detalhes divulgados pelas autoridades.

O caso possui forte repercussão e dor para a família, que já havia enfrentado uma perda trágica anterior. Gláucio era irmão do sargento Heber Carvalho da Fonseca, também policial do Bope, que morreu em outubro do ano passado durante uma grande operação policial no Complexo da Penha.

Parentes e amigos manifestaram pesar nas redes sociais. A filha de Gláucio, Laryssa Viana, prestou homenagem ao pai, enquanto Jéssica Araújo, viúva de Heber, lamentou a nova tragédia na família no mesmo mês de aniversário de sua filha, declarando que os parentes não suportam mais tanta dor.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro informou que prestará a assistência necessária tanto às vítimas quanto aos seus familiares. O velório do subtenente foi programado para ocorrer em um cemitério da região metropolitana.

As circunstâncias do episódio agora são apuradas de forma rigorosa pela Delegacia de Homicídios da Capital. Paralelamente, a Corregedoria Interna da Polícia Militar conduz uma investigação por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar para esclarecer os detalhes do fogo amigo.

Fontes consultadas

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