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Política

Corregedoria investiga supostas regalias a Milton Leite na cadeia

Autoridades apuram denúncias de tratamento privilegiado ao ex-vereador na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, enquanto a defesa nega as irregularidades.

Por 2 min de leitura

Corregedoria investiga supostas regalias a Milton Leite na cadeia
Corregedoria investiga supostas regalias a Milton Leite na cadeia

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo iniciou neste sábado (17) a oitiva de autoridades policiais e agentes ligados à Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, no âmbito de uma apuração sobre supostas regalias concedidas ao ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite. Entre os intimados estão a delegada seccional da cidade, Margarette Barreto, o delegado titular do 1º Distrito Policial e um carcereiro da unidade prisional.

A investigação sobre o suposto tratamento privilegiado é um desdobramento de operações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo e pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As suspeitas surgiram a partir de uma denúncia anônima que apontava um fluxo incomum de visitantes fora dos dias e horários permitidos, incluindo políticos e pessoas sem vínculo familiar com o ex-parlamentar, além de outras comodidades incompatíveis com o ambiente de cárcere.

Durante as diligências realizadas na unidade, as equipes de fiscalização apreenderam o celular de um carcereiro por ordem judicial. Com o mesmo servidor, os investigadores localizaram e apreenderam R$ 155 mil e US$ 10 mil em espécie. O juiz responsável pelas ordens judiciais também expediu mandados de busca em endereços residenciais e dependências policiais para apurar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e prevaricação.

Relatórios técnicos preliminares apontaram que veículos ligados a familiares e advogados de Milton Leite teriam ingressado nas dependências da delegacia em manobras compatíveis com a entrega de objetos de forma irregular. Diante dos indícios e de falhas preliminares detectadas em procedimentos internos, o corregedor João Beolchi determinou a instauração de uma correição extraordinária para detalhar a rotina de custódia.

Milton Leite está preso desde o dia 18 de setembro, após se apresentar às autoridades no âmbito de investigações que apuram supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e esquema de infiltração no sistema de transporte público da capital paulista. Recentemente, a Justiça prorrogou a sua prisão temporária por mais 30 dias.

Em nota oficial divulgada por sua defesa, o ex-vereador negou veementemente todas as acusações. Os advogados afirmaram que ele "não recebe e nunca recebeu qualquer tipo de regalia ou tratamento diferenciado na unidade em que está custodiado", ressaltando que o político cumpre rigorosamente as mesmas regras, rotinas e restrições aplicadas aos demais detentos e que está à disposição da Justiça para colaborar com as investigações.

Fontes consultadas

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