Dez cuidados simples ajudam a controlar e evitar o chulé nos pés e sapatos
Práticas diárias de higiene e escolha adequada de calçados e meias reduzem a umidade e combatem a proliferação de bactérias causadoras do odor.
O suor nos pés é uma função corporal normal que auxilia na regulação da temperatura do organismo, mas a transpiração excessiva em dias quentes favorece o surgimento do popular chulé. O odor desagradável decorre da ação de bactérias que se multiplicam com facilidade em locais úmidos e abafados.
Quando o problema se torna muito intenso e persistente, pode indicar um quadro de bromidrose plantar. Nesses casos mais graves, o tratamento médico pode exigir desde ajustes na alimentação até o uso de antibióticos ou intervenções cirúrgicas, conforme a avaliação de um especialista.
Para manter o problema sob controle na rotina diária, especialistas recomendam uma série de cuidados práticos voltados para a higienização dos pés, a conservação das meias e a manutenção adequada dos sapatos.
A primeira medida fundamental é lavar os pés diariamente com água morna e sabão antisséptico, garantindo uma secagem completa em toda a região, com atenção especial ao espaço entre os dedos, onde a umidade costuma se acumular.
O uso de talcos antissépticos também é indicado para absorver o suor e neutralizar odores, podendo ser aplicado tanto na pele quanto no interior dos calçados, desde que as recomendações do fabricante permitam.
Na escolha do vestuário, a preferência deve ser por meias de algodão, que facilitam a absorção da transpiração, evitando materiais sintéticos que dificultam a ventilação. Além disso, é recomendável deixar os pés arejados sempre que possível e alternar os calçados utilizados, garantindo um intervalo de ao menos 24 horas para que cada par seque totalmente.
A higienização correta dos sapatos inclui a lavagem periódica de palmilhas removíveis, o uso de sprays e desodorantes próprios para calçados e a escolha de modelos que permitam a circulação de ar, evitando materiais plásticos que retêm umidade.
Fatores como genética, alterações hormonais da adolescência, estresse, ansiedade, obesidade e o uso de determinados medicamentos podem influenciar a intensidade da transpiração e do odor corporal.
Caso o mau cheiro persista mesmo após a adoção rigorosa de medidas de higiene, ou se vier acompanhado de coceira e vermelhidão, a recomendação é buscar a avaliação de um dermatologista para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.