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Saúde

Estudos avaliam o uso de chás e infusões no alívio da ansiedade

Bebidas como camomila, melissa e casca de limão ganham destaque popular, mas especialistas alertam que elas atuam como apoio e não substituem tratamentos médicos.

Por 3 min de leitura

Estudos avaliam o uso de chás e infusões no alívio da ansiedade
Estudos avaliam o uso de chás e infusões no alívio da ansiedade

O consumo de chás e infusões à base de ervas naturais tem sido frequentemente buscado por pessoas que tentam amenizar sintomas de estresse e distúrbios do sono no cotidiano. Bebidas tradicionais, preparadas com ingredientes como melissa, camomila e casca de limão, são associadas a efeitos calmantes, embora especialistas reforcem que tais alternativas devem funcionar apenas como um suporte para o relaxamento e nunca como substitutas para psicoterapias ou medicamentos prescritos.

Conhecida cientificamente como Melissa officinalis e popularmente chamada de erva-cidreira, a melissa é frequentemente utilizada para quadros de estresse leve e dificuldades pontuais para dormir. Pesquisas científicas já apontaram benefícios em sintomas de ansiedade e sono, mas grande parte dessas análises utilizou extratos concentrados em preparações específicas, e não a infusão caseira tradicional. Além disso, como a planta pode provocar sonolência, autoridades de saúde orientam cautela ao dirigir ou operar máquinas.

Outra opção amplamente consumida para o relaxamento é o chá de camomila. O Centro Nacional de Saúde Complementar e Integrativa aponta que preparações da planta apresentam efeitos positivos em indivíduos com transtorno de ansiedade generalizada e contribuem para a melhoria do sono. No entanto, os especialistas ressaltam que a camomila sozinha ainda não é totalmente eficaz contra a insônia propriamente dita, necessitando de investigações mais profundas para comprovar sua eficácia definitiva.

Uma alternativa menos convencional envolve o uso da casca de limão, rica em limoneno, um componente químico com propriedades calmantes. Especialistas em nutrição recomendam que a casca não seja fervida diretamente na água em altas temperaturas para evitar a evaporação dos compostos voláteis. O método adequado consiste em realizar a infusão da casca em água previamente aquecida e sem levantar fervura por cerca de três minutos.

Além da melissa e da camomila, outras plantas como a lavanda, também conhecida como alfazema, e a passiflora, que corresponde à flor do maracjoá, aparecem no cenário de produtos naturais. A lavanda pode auxiliar no tratamento da ansiedade, depressão e problemas digestivos devido às suas propriedades calmantes. Já a passiflora é amplamente explorada pela indústria farmacêutica e comercializada em cápsulas ou na versão in natura para chás voltados ao combate ao estresse.

Apesar do apelo popular das soluções naturais para o bem-estar mental, o uso de plantas medicinais exige cuidados. A Agência Europeia de Medicamentos não recomenda o consumo de melissa durante a gravidez e a amamentação devido à falta de dados suficientes sobre segurança. Indivíduos que fazem uso contínuo de medicamentos ou possuem condições de saúde específicas devem consultar profissionais médicos ou farmacêuticos antes de introduzir essas preparações na rotina.

Fontes consultadas

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