Ex-funcionário de Eminem admite ter vendido músicas inéditas do rapper
Joseph Strange confessou o crime de violação de direitos autorais após vazar faixas armazenadas em estúdio de Michigan.
Joseph Strange, um ex-funcionário de 48 anos que trabalhou no estúdio de Marshall Mathers, o rapper Eminem, declarou-se culpado de violação criminal de direitos autorais. A confissão ocorreu em um tribunal federal no Distrito Leste de Michigan, encerrando parte do processo judicial que investigava o vazamento de material musical inédito do artista na internet.
Segundo as investigações, Strange atuou no estúdio localizado em Ferndale, Michigan, entre 2007 e 2021. Durante esse período, ele foi responsável por configurar e operar sistemas de computador que armazenavam as produções do rapper. Essa função lhe conferia acesso privilegiado a discos rígidos protegidos por senha, contendo músicas em diversas fases de desenvolvimento que não tinham autorização para distribuição pública.
Os promotores do caso afirmam que, entre julho e agosto de 2024, o ex-funcionário copiou sem permissão pelo menos dez arquivos de áudio. Posteriormente, ele vendeu e transmitiu esse conteúdo para compradores online, recebendo aproximadamente 50 mil dólares pela transação. O material acabou sendo disponibilizado em plataformas de streaming sem o conhecimento ou o consentimento de Eminem.
Dados coletados de diversos serviços de streaming indicaram que, até novembro de 2025, os arquivos vazados foram acessados mais de oito milhões de vezes. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos estimou que o impacto financeiro da infração totaliza cerca de 750 mil dólares. O caso veio à tona em janeiro de 2025, após funcionários do estúdio de Eminem alertarem o FBI sobre a presença das faixas inéditas na rede.
Em nota oficial, o Departamento de Justiça criticou a conduta de Strange, afirmando que ele abusou de sua posição de confiança para lucrar com obras protegidas por direitos autorais. A equipe jurídica de Eminem também se manifestou, ressaltando que o vazamento causou danos significativos à integridade artística e ao legado do rapper, além de gerar prejuízos financeiros para diversos colaboradores envolvidos nos projetos.
A defesa de Joseph Strange, representada pelo advogado Wade Fink, declarou que seu cliente demonstra remorso pelo ocorrido. O advogado argumentou que o caso é mais complexo do que uma simples acusação de furto e que a família de Strange tem sofrido com a repercussão pública do episódio. Apesar disso, a defesa confirmou que o réu assumiu a responsabilidade por seus atos perante a justiça.
A sentença de Joseph Strange está marcada para o dia 27 de janeiro de 2027. O ex-funcionário enfrenta uma pena máxima de até cinco anos de prisão pelo crime de violação de direitos autorais. O caso segue sob acompanhamento das autoridades federais, que reforçam o compromisso em proteger a propriedade intelectual contra o uso indevido de conteúdos criativos.
Fontes consultadas
- Eminem’s former employee pleads guilty to selling unreleased music clickondetroit.com
- Eminem’s Former Employee Pleads Guilty to Illegally Leaking the Rapper’s Music vice.com
- Eminem and Kid Rock’s Relationship, Explained yahoo.com
- Ex-employee pleads guilty to stealing & selling unreleased Eminem music from Ferndale studio wxyz.com
- Ex-Eminem employee pleads guilty to selling rapper's unreleased music for about $50,000 cbsnews.com