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Economia

Governo detalha Desenrola 3.0 e anistia de dívidas para reativar economia

Novas medidas anunciadas pelo Executivo visam a renegociação de débitos bilionários e o estímulo a pequenos negócios no país.

Por 2 min de leitura

Governo detalha Desenrola 3.0 e anistia de dívidas para reativar economia
Governo detalha Desenrola 3.0 e anistia de dívidas para reativar economia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva detalhou nesta semana as diretrizes do programa Desenrola 3.0 e a proposta de perdão de dívidas para microempreendedores individuais, apontando as medidas como uma estratégia central para reativar a atividade econômica e reduzir o endividamento das famílias brasileiras.

Durante sabatina e entrevistas recentes, o chefe do Executivo explicou que a nova fase do programa prevê que a União compre carteiras de dívidas de instituições financeiras com descontos expressivos, que podem variar entre 90% e 93%. A iniciativa tem potencial para abranger cerca de R$ 150 bilhões em débitos acumulados por inadimplentes.

Segundo o governo, o Desenrola 3.0 deve focar em dívidas de até R$ 4 mil ou até R$ 10 mil, conforme diferentes detalhamentos apresentados, com atrasos superiores a dois anos. As operações pretendem mitigar o impacto de pendências ligadas a cartões de crédito e crédito pessoal não consignado.

Em paralelo, o pacote econômico contempla a anistia de R$ 12,7 bilhões em débitos de microempreendedores individuais (MEIs) que estavam inscritos na dívida ativa da União. Para o presidente, essa medida remove barreiras que impedem o acesso ao crédito e possibilita um recomeço para os empreendedores.

O plano também prevê a futura disponibilização de crédito e garantias de até R$ 5 mil para pequenos negócios, com o objetivo de fomentar novos investimentos após a regularização financeira. Contudo, enquanto o governo debate a viabilidade de antecipar etapas do cronograma do Desenrola, o mercado financeiro demonstra cautela.

Interlocutores do setor bancário apontam que ainda não há condições para acelerar o leilão do programa antes do término do período eleitoral, ressaltando a necessidade de definir critérios técnicos, limites de valores e regras operacionais em conjunto com o Ministério da Fazenda.

Apesar dos desafios na tramitação e das discussões sobre o calendário de implementação, o governo reforça que o conjunto de iniciativas foi estruturado para injetar dinamismo na economia sem comprometer o espaço fiscal e oferecendo suporte direto aos setores mais vulneráveis da população.

Fontes consultadas

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