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Política

Governo Trump aciona Suprema Corte contra votos na Califórnia

Administração federal tenta impedir a contagem de cerca de 20 mil cédulas enviadas pelo correio a possíveis não cidadãos.

Por 2 min de leitura

Governo Trump aciona Suprema Corte contra votos na Califórnia
Governo Trump aciona Suprema Corte contra votos na Califórnia

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou um pedido de emergência à Suprema Corte do país para tentar impedir a Califórnia de contabilizar votos por correspondência de aproximadamente 20 mil eleitores. Autoridades federais apontam que esses registros podem pertencer a pessoas que não são cidadãs norte-americanas.

A iniciativa jurídica foi protocolada pelo procurador-geral interino, D. John Sauer, na véspera das eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. A solicitação exige que as cédulas em questão sejam separadas até que a situação eleitoral de cada um dos indivíduos apontados seja rigorosamente verificada.

A Casa Branca sustenta que a medida é imprescindível para garantir a lisura do pleito e evitar a participação de eleitores inelegíveis. Em contrapartida, o governo da Califórnia contesta a confiabilidade da lista apresentada pelas autoridades federais e argumenta que o processo de triagem é falho, correndo o risco de excluir cidadãos americanos por engano.

Segundo análises de pesquisadores e contestações estaduais, a ação judicial pode privar milhares de eleitores legítimos de seus direitos políticos com base em acusações vagas. Tribunais inferiores já haviam rejeitado pedidos anteriores de natureza semelhante apresentados pelo Executivo federal.

A disputa ocorre em um momento de intensa mobilização política e eleitoral no país. Dados do Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida indicam que mais de 50 milhões de eleitores já participaram da votação antecipada, superando os números registrados no pleito de meio de mandato anterior.

As eleições de meio de mandato definirão o controle do Congresso norte-americano, com todas as cadeiras da Câmara dos Deputados e um terço do Senado em disputa. O resultado é considerado crucial para o restante do mandato presidencial, influenciando diretamente a capacidade do governo de aprovar sua agenda legislativa e evitar investigações parlamentares.

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