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Economia

Ibovespa bate recorde e fecha acima de 209 mil pontos impulsionado por otimismo eleitoral

O principal índice da B3 registrou a sua maior alta semanal em seis anos, acompanhado pela queda do dólar e alívio nos juros futuros.

Por 3 min de leitura

Ibovespa bate recorde e fecha acima de 209 mil pontos impulsionado por otimismo eleitoral
Ibovespa bate recorde e fecha acima de 209 mil pontos impulsionado por otimismo eleitoral

O Ibovespa fechou em alta de 1,38% nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, atingindo os 209.066,90 pontos e renovando recordes históricos de máxima intradiária e de fechamento na B3. O índice acumulou uma valorização de 8,82% ao longo da semana, o terceiro maior avanço desde janeiro de 2020. O movimento foi sustentado pelo otimismo dos investidores com o cenário eleitoral para o segundo turno da presidência e pela expectativa de mudanças na condução da política fiscal a partir do próximo ano.

As pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente consolidaram a liderança do senador Flávio Bolsonaro sobre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Levantamentos da AtlasIntel/Bloomberg e do Datafolha apontaram vantagem para Flávio, o que reforçou entre os agentes de mercado a percepção de uma possível alternância de poder e a adoção de maior disciplina fiscal e controle de gastos públicos em 2027.

Apesar do avanço expressivo da bolsa, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro registrou alta de 0,82%, superando as estimativas do mercado e elevando a inflação acumulada em 12 meses para 4,58%. A pressão veio principalmente de grupos como habitação, transportes e alimentação e bebidas. Contudo, a surpresa inflacionária não impediu o rali dos ativos brasileiros, sendo absorvida pelo apetite estrangeiro e doméstico por risco.

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou cotado a R$ 4,985, registrando queda de 0,79% na sessão e acumulando desvalorização de 4,43% na semana. O recuo da moeda americana ocorreu na contramão de sua valorização global, impulsionado pelo fluxo de capitais atraído pelo otimismo com a economia brasileira. As taxas dos juros futuros também recuaram nos vértices de médio e longo prazos, beneficiadas pela perspectiva de um ajuste fiscal relevante.

Entre os destaques da sessão e da semana, as ações mais sensíveis à atividade doméstica e ao ciclo de juros lideraram os ganhos no Ibovespa. Empresas de construção civil e varejo figuraram entre as maiores altas, refletindo a busca por papéis que se beneficiam de um cenário de custo de crédito mais brando. A MRV liderou os ganhos da bolsa com valorização superior a 21%, seguida pelo Magazine Luiza, que saltou mais de 19%, e pela Cury, com alta de quase 10%.

Analistas do mercado financeiro destacam que o rali recente foi impulsionado pela expansão de múltiplos e pelo posicionamento dos investidores frente às expectativas políticas e econômicas. Enquanto grandes bancos e empresas como Petrobras operaram no campo positivo, a Vale registrou ganhos modestos, pressionada pela queda do minério de ferro no exterior. A sustentabilidade desse movimento, segundo especialistas, dependerá da confirmação das propostas fiscais e dos desdobramentos até o pleito no final do mês.

Fontes consultadas

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