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Economia

Ibovespa registra queda firme pressionado por juros nos EUA e cenário eleitoral

Aversão ao risco aumentou após pesquisas apontarem empate técnico na corrida presidencial e com a alta da inflação norte-americana.

Por 2 min de leitura

Ibovespa registra queda firme pressionado por juros nos EUA e cenário eleitoral
Ibovespa registra queda firme pressionado por juros nos EUA e cenário eleitoral

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operou em forte queda nesta quarta-feira, pressionado tanto por fatores externos, como a inflação acima das expectativas nos Estados Unidos, quanto por incertezas no cenário político interno e a proximidade do segundo turno das eleições presidenciais.

No cenário internacional, o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos registrou alta de 3,7% em setembro, superando tanto as projeções de mercado quanto a meta estabelecida pelo Federal Reserve. O dado gerou forte reação nos mercados de Nova York e elevou as apostas de que o banco central norte-americano poderá promover novas altas nas taxas de juros.

Segundo analistas do mercado financeiro, o avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e o recrudescimento das expectativas de juros nos Estados Unidos impactaram diretamente o apetite por risco global, refletindo-se na B3 por meio de uma realização generalizada de lucros após as recentes máximas históricas alcançadas pelo índice.

No âmbito doméstico, o mercado reagiu com cautela às pesquisas eleitorais mais recentes para o segundo turno, que apontam um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato Flávio Bolsonaro. A indefinição eleitoral e manifestações políticas recentes elevaram os prêmios de risco e a volatilidade nos ativos locais.

Além do cenário presidencial, os investidores monitoram a tramitação no Senado da proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa encerrar a escala de trabalho 6x1. O avanço da pauta gera debates e incertezas entre agentes econômicos sobre potenciais reflexos nos custos trabalhistas e na inflação, somando-se à aversão ao risco.

Os reflexos da cautela generalizada foram evidentes nos diferentes setores da Bolsa brasileira. Papéis de empresas mais sensíveis ao ciclo econômico, como varejistas e instituições financeiras, registraram quedas expressivas, enquanto a alta nos juros futuros e a variação negativa no volume de serviços prestados no país também pesaram sobre o desempenho diário dos negócios.

Fontes consultadas

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