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Ciência

Inteligência dos EUA divulga foto de avião espacial secreto da China

A imagem inédita em órbita foi capturada em 2024 e incluída em um relatório oficial do governo americano sobre segurança espacial.

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Inteligência dos EUA divulga foto de avião espacial secreto da China
Inteligência dos EUA divulga foto de avião espacial secreto da China

A Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos publicou uma imagem detalhada do avião espacial reutilizável da China em órbita terrestre. O registro, feito por um satélite comercial da empresa Maxar em 2024, foi integrado a um relatório oficial sobre desafios à segurança no espaço divulgado recentemente pelo governo americano.

A fotografia inédita mostra a parte inferior da espaçonave chinesa, frequentemente associada ao modelo Shenlong ou Dragão Divino, com os painéis solares abertos e o módulo de serviço ainda acoplado à estrutura traseira. Na imagem, também é possível observar o compartimento de carga do veículo aberto, o que fornece novas pistas visuais sobre as operações do programa espacial secreto de Pequim.

De acordo com especialistas e com o relatório da inteligência militar dos Estados Unidos, a aeronave reutilizável apresenta semelhanças conceituais com o X-37B, veículo espacial não tripulado operado pela Força Espacial americana. Ambas as nações desenvolvem projetos de espaçonaves capazes de permanecer em órbita por longos períodos, realizar manobras complexas e retornar à Terra de maneira controlada.

Historicamente, as informações públicas sobre o programa chinês limitavam-se a imagens borradas capturadas por telescópios terrestres e a ilustrações digitais. O novo registro fotográfico foi obtido a uma distância de aproximadamente noventa quilômetros por meio do satélite WorldView-3, oferecendo uma visão sem precedentes de um dos projetos mais reservados do setor aeroespacial asiático.

O governo chinês sustenta que o avião espacial possui fins puramente pacíficos, sendo destinado a testes tecnológicos e científicos para apoiar o desenvolvimento de métodos de transporte orbital mais acessíveis. Desde o primeiro lançamento em setembro de 2020, a espaçonave realizou quatro missões de longa duração, incluindo voos que ultrapassaram duzentos dias no espaço.

Apesar da justificativa oficial de Pequim, agências de monitoramento espacial e analistas militares têm acompanhado de perto as manobras da nave, que incluem a aproximação e a liberação de pequenos satélites em órbita. A capacidade de manobrar nas proximidades de outros objetos levanta debates sobre possíveis aplicações estratégicas, embora não existam provas públicas de que o equipamento seja utilizado para fins militares ou ofensivos.

A divulgação dessa evidência visual ocorre em meio à crescente competição tecnológica entre as principais potências globais pelo domínio e proteção de infraestruturas orbitais essenciais para a comunicação e a segurança moderna.

Fontes consultadas

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