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Israel vai às urnas em eleições parlamentares marcadas por guerra

Votação desta terça-feira serve como um teste político decisivo para a continuidade do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Por 2 min de leitura

Israel vai às urnas em eleições parlamentares marcadas por guerra
Israel vai às urnas em eleições parlamentares marcadas por guerra

Os eleitores israelenses vão às urnas nesta terça-feira para eleger os 120 integrantes da Knesset, o Parlamento do país, em um pleito realizado sob forte impacto da guerra e da questão da segurança nacional. A votação representa um teste político crucial para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que tenta assegurar apoio parlamentar para permanecer no poder em meio a conflitos em múltiplas frentes.

O sistema político israelense determina que o chefe de governo não seja escolhido de forma direta pelos cidadãos. Os eleitores votam em listas partidárias e as cadeiras no Parlamento são distribuídas proporcionalmente. Para formar uma maioria e governar, uma coalizão precisa reunir pelo menos 61 deputados, cabendo ao presidente indicar um parlamentar após a apuração e as negociações partidárias.

A campanha eleitoral foi dominada por debates sobre a segurança do país, economia, custo de vida e a controvérsia em torno do serviço militar obrigatório para os judeus ultraortodoxos. Netanyahu enfrenta uma oposição unida que inclui nomes conhecidos como Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior, e os ex-premiês Naftali Bennett e Yair Lapid. Enquanto críticos apontam falhas de inteligência relacionadas aos ataques de outubro de 2023, aliados argumentam que a liderança atual é indispensable para conter ameaças externas.

Enquanto Israel realiza suas eleições, a situação humanitária e política na região permanece tensa. A Organização das Nações Unidas alertou nesta semana para o risco de deslocamentos forçados e ações punitivas em Hebron, na Cisjordânia, após uma operação militar desencadeada na sequência de um ataque que vitimou soldados israelenses. Paralelamente, os palestinos lidam com o adiamento de suas próprias eleições legislativas e presidenciais, inicialmente previstas para o final do ano e agora remarcadas para setembro de 2027.

No cenário diplomático mais amplo, o Irã realizou reuniões em Teerã com representantes de alto escalão da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão para discutir cooperação em paz e segurança regional. As conversas ocorrem em meio a articulações mediadas pelo Catar para tentar evitar uma escalada de tensões e negociar concessões envolvendo Washington e Teerã.

As urnas em Israel devem permanecer abertas até o final da noite no horário local, quando serão divulgadas as primeiras pesquisas de boca de urna. O resultado definitivo e a definição da futura composição do governo podem levar dias ou semanas devido à complexidade das negociações para a formação de coalizões partidárias.

Fontes consultadas

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