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Economia

Itaú compra NeoSpace por R$ 2,9 bilhões enquanto ações sofrem queda no exterior

Aquisição de startup de inteligência artificial ocorre em meio a forte volatilidade de ativos brasileiros negociados nos Estados Unidos após eleições.

Por 2 min de leitura

Itaú compra NeoSpace por R$ 2,9 bilhões enquanto ações sofrem queda no exterior
Itaú compra NeoSpace por R$ 2,9 bilhões enquanto ações sofrem queda no exterior

O Itaú Unibanco anunciou nesta segunda-feira (26) um acordo para adquirir a totalidade das ações da NeoSpace, startup brasileira especializada em inteligência artificial, por R$ 2,925 bilhões. A operação, divulgada no mesmo dia em que os ativos brasileiros registraram forte queda nas bolsas norte-americanas, prevê o pagamento de uma parcela na conclusão do negócio e o restante ao longo de cinco anos.

A transação tem como objetivo expandir a parceria tecnológica entre as duas empresas, que já mantêm laços comerciais há cerca de dois anos. Nesse período, a NeoSpace desenvolveu modelos de inteligência artificial treinados com dados proprietários do banco, permitindo a aplicação de ferramentas de IA generativa em larga escala em áreas como concessão de crédito, relacionamento com clientes e prevenção a fraudes.

Segundo Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, a instituição financeira busca se posicionar entre os líderes que definirão o futuro da indústria financeira global. O executivo destacou que a iniciativa visa consolidar a capacidade do Brasil de estabelecer padrões internacionais em inovação bancária por meio de inteligência artificial avançada.

Mesmo após a conclusão da compra, a NeoSpace manterá gestão autônoma e sua equipe atual, sob a liderança do CEO Bruno Pierobon, preservando as estruturas de pesquisa e desenvolvimento. A implementação da tecnologia está atrelada à evolução da plataforma de inteligência artificial generativa do banco, batizada de ia.i.

Contudo, a concretização do negócio ainda depende do cumprimento de exigências regulatórias e da aprovação formal de órgãos concorrenciais e monetários, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica e o Banco Central.

Enquanto o noticiário corporativo movimentava o mercado interno com a aquisição bilionária, os recibos de ações do Itaú negociados no exterior enfrentavam forte pressão vendedora. Analistas apontam que o movimento refletiu uma onda generalizada de desvalorização dos ativos brasileiros em praças norte-americanas, motivada por preocupações de investidores internacionais com a disciplina fiscal após o resultado do pleito presidencial no país.

Especialistas do mercado financeiro indicam que o desempenho futuro dos papéis bancários no exterior continuará sensível a fatores macroeconômicos, como a trajetória da margem financeira líquida, a expansão da carteira de crédito e os índices de inadimplência, além de diretrizes econômicas centrais do governo federal.

Fontes consultadas

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