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Economia

Itaú compra startup NeoSpace por R$ 2,9 bilhões para fortalecer inteligência artificial

A transação bilionária aguarda agora as aprovações regulatórias do Banco Central e do Cade para ser concluída.

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Itaú compra startup NeoSpace por R$ 2,9 bilhões para fortalecer inteligência artificial
Itaú compra startup NeoSpace por R$ 2,9 bilhões para fortalecer inteligência artificial

O banco Itaú Unibanco anunciou a assinatura de um contrato para adquirir a totalidade das ações da NeoSpace, startup brasileira especializada no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. A operação foi avaliada em aproximadamente R$ 2,9 bilhões, o que corresponde a cerca de US$ 588 milhões conforme a cotação recente. O acordo, formalizado por meio de um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), marca a transição de um relacionamento comercial de quase dois anos para uma aquisição societária definitiva.

Fundada em 2023, a NeoSpace projeta sistemas de inteligência artificial capazes de identificar padrões em grandes volumes de dados. A tecnologia já era utilizada pelo Itaú há cerca de dois anos em áreas estratégicas como processos de decisão de crédito, gestão de relacionamento com o cliente (CRM) e prevenção de fraudes. No início do ano, o banco liderou uma rodada de investimentos de US$ 18 milhões na empresa, garantindo uma participação de 15%. Com a nova compra, a fornecedora passa a integrar a estrutura como subsidiária.

De acordo com as informações divulgadas no documento enviado ao regulador do mercado financeiro, a aquisição tem como objetivo assegurar a continuidade da parceria estratégica e o aprimoramento dos resultados obtidos nos serviços financeiros. O pagamento será realizado em parcelas, sendo a primeira quitada no encerramento da transação e o restante distribuído ao longo de cinco anos, condicionado ao cumprimento de metas e estipulações contratuais.

Apesar da incorporação pelo banco, a NeoSpace manterá operação separada e conservará sua equipe de colaboradores. O fundador da startup, Bruno Pierobon, continuará exercendo o cargo de diretor-presidente. A movimentação financeira e corporativa reflete o esforço das grandes instituições financeiras brasileiras em internalizar competências tecnológicas avançadas em vez de apenas contratar serviços externos, aumentando o controle sobre dados e custos em um setor altamente competitivo.

A efetivação do negócio ainda está sujeita ao aval de órgãos reguladores fundamentais no país, especificamente o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Banco Central. Até o momento, os detalhes sobre o cronograma exato para a liberação regulatória e o valor da primeira parcela do pagamento não foram tornados públicos pelas partes envolvidas.

Fontes consultadas

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