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Brasil

Justiça condena influenciadores por acidente com Porsche e HB20

Samuel Sant’Anna, o Gato Preto, e Bia Miranda deverão pagar R$ 210 mil em indenizações a pai e filho feridos na batida ocorrida em São Paulo.

Por 2 min de leitura

Justiça condena influenciadores por acidente com Porsche e HB20
Justiça condena influenciadores por acidente com Porsche e HB20

A Justiça de São Paulo condenou os influenciadores Samuel Sant’Anna, conhecido como Gato Preto, e Bia Miranda a pagar um total de R$ 210 mil em indenizações por danos morais a duas vítimas de um acidente de trânsito. A colisão ocorreu em agosto de 2025, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste da capital paulista, envolvendo um Porsche conversível e um Hyundai HB20.

A decisão de primeira instância foi assinada pelo juiz Gustavo Coube de Carvalho, da 5ª Vara Cível. Além do valor estipulado para a reparação moral, Gato Preto foi condenado a pagar R$ 1.335,99 referentes a danos materiais causados pelo impacto.

Segundo os registros do caso, o veículo de luxo conduzido por Gato Preto avançou o sinal vermelho em alta velocidade e atingiu o automóvel onde estavam Edilson Maiorano e seu filho, Ivan Bartalot Pereira Maiorano. De acordo com investigações do Ministério Público e laudos toxicológicos citados no processo, o motorista estava sob o efeito de álcool, ecstasy e maconha no momento da batida.

Após a colisão, os influenciadores deixaram o local sem prestar socorro às vítimas. Bia Miranda, que estava como passageira, gravou imagens da cena e as publicou nas redes sociais. Durante a gravação, ela se referiu ao motorista Edilson como “senhorzinho” e classificou o carro atingido como “lixo”, o que pesou na condenação da influenciadora pela exposição ofensiva dos ocupantes.

O magistrado considerou a gravidade dos ferimentos e os impactos psicológicos sofridos pelos ocupantes do Hyundai HB20 ao estipular as sanções. Gato Preto deverá pagar R$ 100 mil a Ivan e R$ 60 mil a Edilson. Já Bia Miranda foi condenada a desembolsar R$ 20 mil para Ivan e R$ 30 mil para Edilson.

Ivan sofreu fraturas na mandíbula esquerda, escoriações no rosto e enfrentou dificuldades para abrir a boca, necessitando de tratamento médico por três meses com dieta restrita. Um laudo psicológico anexado ao processo também apontou o agravamento de um quadro pré-existente de ansiedade, resultando em crises e afastamento social.

O episódio também gerou desdobramentos na esfera criminal. Em maio de 2026, ambos se tornaram réus por duas tentativas de homicídio com dolo eventual, modalidade em que se assume o risco de matar. A ação penal corre de forma independente do processo cível de reparação de danos.

Fontes consultadas

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