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Esportes

Justiça Desportiva veta atleta Tifanny Abreu na Superliga de vôlei

Tribunal votou por unanimidade contra a elegibilidade da jogadora em competições organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei.

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Justiça Desportiva veta atleta Tifanny Abreu na Superliga de vôlei
Justiça Desportiva veta atleta Tifanny Abreu na Superliga de vôlei

A Justiça Desportiva decidiu por unanimidade, em audiência realizada nesta sexta-feira, ser contra a elegibilidade da atleta Tifanny Abreu em partidas de competições organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Com o veredito, a liminar provisória da Justiça comum que assegurava a participação da jogadora nas partidas do Osasco pela Superliga feminina foi revogada.

A atleta de 41 anos compete na Superliga desde 2017 e cumpre sua sexta temporada consecutiva pelo Osasco. A situação da jogadora foi alterada após a decisão da CBV, anunciada em agosto, de adotar a diretriz do Comitê Olímpico Internacional (COI) para definir a elegibilidade na categoria feminina.

Pela nova regulamentação estabelecida, as atletas precisam apresentar um teste genético cujo resultado seja negativo para o gene SRY, que está associado ao desenvolvimento masculino. Aquelas que não conseguirem comprovar a elegibilidade ficam proibidas de atuar nas competições oficiais.

Como desdobramento imediato da decisão desportiva, a defesa de Tifanny Abreu, representada pelo advogado Luis Fernando Novaes, informou em contato com a imprensa que vai apresentar um pedido de reavaliação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e dar continuidade aos recursos na Justiça comum.

A equipe do Osasco tem compromisso agendado para este sábado, às 16h, horário de Brasília, em Belo Horizonte, para enfrentar o Mackenzie em partida válida pela segunda rodada da Superliga feminina.

Tifanny é historicamente a primeira atleta transgênero a disputar a elite do voleibol nacional. A mudança nas regras gerou repercussão e apoio de diversas jogadoras e integrantes da comunidade esportiva desde o anúncio oficial.

Anteriormente, a capitã da seleção brasileira feminina, Gabi Guimarães, manifestou público apoio à permanência da atleta durante um discurso antes do Pré-Olímpico, criticando a medida adotada pela entidade máxima do vôlei brasileiro.

A Justiça do Rio de Janeiro havia concedido inicialmente uma liminar favorável que suspendeu a norma da CBV, permitindo que Tifanny atuasse nas partidas contra o Praia Clube, pela Supercopa, e contra o Brasília, na estreia da Superliga. Contudo, a medida tinha caráter provisório e vigorou apenas até o julgamento ocorrido nesta sexta-feira.

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