Tifanny Abreu afirma que não vai desistir da carreira no vôlei
Oposta do Osasco segue impedida de atuar na Superliga feminina após novas regras de elegibilidade da CBV e reviravolta judicial.
A jogadora Tifanny Abreu declarou publicamente que não pretende desistir de sua carreira no vôlei, mesmo após enfrentar novos reveses judiciais e desportivos que a impedem de disputar a Superliga feminina pelo Osasco. A manifestação da atleta ocorreu por meio de uma rede social, onde destacou sua paixão pela profissão e a determinação em continuar lutando pelo direito de atuar.
A situação da oposta mudou após uma série de decisões desfavoráveis na esfera esportiva e na Justiça comum. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a liminar que anteriormente permitia a participação da atleta nas competições. No mesmo período, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do vôlei rejeitou por unanimidade um mandado de garantia apresentado pela defesa, mantendo válidas as restrições impostas pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
A polêmica gira em torno da nova política de elegibilidade para competições femininas adotada pela CBV em agosto. A normativa exige que as atletas apresentem resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino, alinhando-se às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Com a implementação da regra, a inscrição de Tifanny ficou pendente, impossibilitando sua participação nos torneios nacionais.
A defesa da atleta e a diretoria do Osasco contestam a medida com base na Constituição Federal, argumentando que a nova norma não pode retroagir para impedir o exercício profissional de quem já compete na elite há anos. O advogado Luis Fernando Novaes afirmou que a equipe jurídica continuará buscando alternativas na Justiça comum e planeja novos recursos para reverter a situação, reforçando a crença de que a atleta poderá retornar às quadras da Superliga.
Durante o período em que a liminar esteve em vigor, concedida inicialmente em meados de outubro, Tifanny pôde entrar em quadra e ajudar o Osasco na disputa da Supercopa e na estreia da Superliga. Antes disso, a oposta de 41 anos havia conquistado o título do Campeonato Paulista com a equipe, competição que antecedeu a proibição formal da CBV.
O Tribunal de Justiça fundamentou a suspensão da liminar com base no artigo 217 da Constituição, que determina o esgotamento prévio das instâncias da Justiça Desportiva antes de qualquer intervenção do Poder Judiciário estatal. Contudo, os representantes legais da atleta sustentam que o caso ainda será analisado em caráter definitivo pela Justiça comum, mantendo aberta a possibilidade de novas reviravoltas no cenário do vôlei nacional.
Fontes consultadas
- Tifanny diz que não vai desistir do vôlei após perder liminar para jogar a Superliga obairrista.news
- A luta de Tifanny na Justiça para continuar jogando torneios nacionais de vôlei veja.abril.com.br
- STJD mantém decisão da CBV que impede Tifanny de jogar a Superliga de vôlei | Diario de Cuiabá diariodecuiaba.com.br
- Justiça Desportiva impede Tifanny de jogar pelo Osasco; entenda a decisão unânime exame.com
- 'Acredito no direito da Tifanny. Ela vai jogar a Superliga', crava advogado Luis Fernando Novaes otempo.com.br