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Esportes

Tifanny vence na Justiça e atua pelo Osasco na Supercopa

Atacante obteve liminar para participar da partida após veto inicial da Confederação Brasileira de Vôlei.

Por 2 min de leitura

Tifanny vence na Justiça e atua pelo Osasco na Supercopa
Tifanny vence na Justiça e atua pelo Osasco na Supercopa

O Osasco conquistou o título da Supercopa de vôlei feminino na sexta-feira ao vencer o Praia Clube, em partida disputada em São Luís do Maranhão. O confronto ficou marcado pela vitória judicial da oposta Tifanny Abreu, que conseguiu uma liminar para atuar após ter sua participação vetada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

A decisão favorável foi proferida pelo juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da 44ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, poucas horas antes do início da partida. O magistrado determinou que a CBV permitisse a presença da atleta na decisão e nos demais jogos da Superliga, sob pena de multa de cinco mil reais por partida em caso de descumprimento.

Para conceder a autorização provisória, a Justiça considerou que Tifanny já disputa competições femininas no país há quase dez anos com o aval da própria entidade. A defesa apontou que a mudança recente nas regras de elegibilidade ocorreu no meio do caminho, sem conceder um período adequado de adaptação ou direito de defesa prévio às atletas profissionais.

Emocionada com o desfecho, Tifanny relatou o desgaste emocional enfrentado ao longo do dia enquanto aguardava a definição sobre a sua condição de jogo. A atleta destacou que precisou conciliar a rotina de treinos intensos com a incerteza jurídica sobre o direito de exercer sua profissão nas quadras brasileiras.

Em nota oficial, a CBV informou que cumprirá a determinação judicial em caráter excepcional, mas ressaltou que vai apresentar os recursos necessários para tentar reverter a decisão nas instâncias competentes. A entidade reforçou ainda o respeito à dignidade das atletas e o repúdio a qualquer tipo de manifestação discriminatória.

A polêmica envolvendo a elegibilidade de atletas transgênero surgiu após a adoção de novas diretrizes pela CBV, que passou a seguir critérios baseados em testes genéticos. A medida gerou debates e manifestações de apoio de diversos nomes do esporte nacional à jogadora do Osasco.

Além do embate jurídico, o Osasco entra na temporada 2026/27 da Superliga Feminina apontado entre os principais candidatos ao título. O clube paulista, comandado pelo técnico Luizomar de Moura, reforçou o elenco com contratações de peso, como a polonesa Magdalena Stysiak, e busca manter o protagonismo no cenário nacional após recentes conquistas estaduais.

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