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Esportes

Tiffany e Osasco acionam a Justiça comum após veto a atletas trans

Após ter liminar negada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, a jogadora busca liberação para atuar na Supercopa e na Superliga.

Por 2 min de leitura

Tifanny e Osasco acionam a Justiça comum após veto a atletas trans
Tifanny e Osasco acionam a Justiça comum após veto a atletas trans

A jogadora Tifanny Abreu e o Osasco Voleibol Clube decidiram recorrer à Justiça comum para tentar garantir a participação da atleta na Supercopa e na Superliga. A movimentação jurídica ocorre após o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) indeferir um Mandado de Garantia apresentado pela defesa.

O impasse teve início quando a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) aceitou as inscrições das demais atletas do Osasco, mas deixou a situação de Tifanny pendente. A decisão da entidade segue uma norma adotada em agosto que limita as competições femininas nacionais exclusivamente a atletas do sexo biológico feminino, exigindo triagem genética do gene SRY.

Por meio de nota oficial, Tifanny manifestou frustração com o cenário atual. A atleta declarou que deseja apenas o direito de trabalhar, honrar seus compromissos e seguir sua trajetória dentro das quadras, além de demonstrar expectativa de que a Justiça analise o caso com a atenção devida para permitir a continuidade de sua temporada.

Antes de buscar a Justiça comum, a atleta e o clube tentaram reverter o veto na esfera esportiva. No início do mês, Tifanny afirmou publicamente que tentava reverter a proibição e que se sentia humilhada com a situação, destacando que nem ela nem a diretoria do Osasco haviam recebido aviso prévio sobre a mudança regulamentada pela CBV.

Apesar da restrição nos torneios de âmbito nacional e internacional, Tifanny obteve liberação e chegou a disputar e vencer o Campeonato Paulista com a equipe osasquense nesta semana. No entanto, a nova política da confederação nacional impede sua participação em eventos como a Supercopa, marcada para esta sexta-feira contra o Praia Clube, e a Superliga, que começa no sábado.

A CBV sustenta que a regulamentação está alinhada aos critérios estabelecidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV). Em contrapartida, a defesa jurídica busca assegurar a atuação da jogadora enquanto o mérito da questão não é julgado em definitivo.

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