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Esportes

Tifanny evita despedida do vôlei e promete lutar para jogar a Superliga

Oposta do Osasco foi afetada por nova regra de elegibilidade da CBV e busca garantir encerramento digno de sua carreira nas quadras.

Por 3 min de leitura

Tifanny evita despedida do vôlei e promete lutar para jogar a Superliga
Tifanny evita despedida do vôlei e promete lutar para jogar a Superliga

A oposta Tifanny Abreu afirmou que pretende lutar até o final para disputar a temporada 2026/27 da Superliga de vôlei e encerrar sua trajetória nas quadras de maneira digna. A declaração foi feita em São Paulo, durante o evento de lançamento da competição, em meio ao impasse gerado por uma mudança nas normas de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol.

A situação da atleta de 41 anos mudou após a CBV anunciar a adoção de critérios alinhados às políticas do Comitê Olímpico Internacional e de federações internacionais, exigindo triagem do gene SRY para competições femininas. Como o Osasco havia renovado o contrato com Tifanny antes da alteração na diretriz, o clube e a jogadora foram surpreendidos pela nova regra que a impede de atuar na principal competição nacional.

Emocionada, Tifanny relatou o impacto emocional da decisão e criticou a falta de empatia no processo, destacando que sua intenção é terminar a carreira em quadra após uma década inspirando atletas no Brasil. "Quero terminar a minha carreira de atleta com o pé direito, digna de uma aposentadoria", declarou a oposta, acrescentando que poderá recorrer à Justiça caso um acordo amigável não seja alcançado.

O Osasco tenta negociar com a entidade uma regra de transição que permita à atleta cumprir o vínculo vigente. O técnico da equipe, Luizomar de Moura, criticou a falta de zelo e o modo como a notícia foi divulgada, apontando que o clube foi informado pela internet em pleno andamento da temporada. A diretoria jurídica do clube avalia medidas para defender os direitos da jogadora.

Por outro lado, a direção da CBV defendeu a medida e negou ter sofrido pressões externas. O presidente da entidade, Radamés Lattari, argumentou que a instituição apenas seguiu as diretrizes internacionais estabelecidas pelo COI sobre eventuais vantagens esportivas, mantendo a coerência estatutária.

Durante o evento de lançamento, a presença de Tifanny também gerou repercussão nos protocolos da cerimônia. A atleta e o clube lamentaram a ausência na tradicional foto conjunta no palco com representantes de todas as equipes, situação que o Osasco atribuiu à presença da jogadora. A CBV, por sua vez, justificou a redução de participantes no palco por questões de tempo na transmissão televisiva.

Enquanto a indefinição persiste para a Superliga, Tifanny segue liberada para atuar no Campeonato Paulista, torneio cujas normas foram mantidas por ter iniciado antes da nova diretriz da CBV. O Osasco estreia na Superliga feminina na segunda-feira, dia 19 de outubro.

Fontes consultadas

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