Larissa Riquelme tem dinheiro bloqueado após crise bancária no Paraguai
A modelo e influenciadora revelou que possui economias e aplicações retidas devido ao colapso de uma instituição financeira no país.
A modelo Larissa Riquelme, conhecida internacionalmente por sua projeção durante a Copa do Mundo de 2010 como musa da seleção paraguaia, veio a público relatar que teve seus recursos financeiros bloqueados em decorrência da crise que atingiu o Ueno Bank. A instituição financeira, apontada como o principal banco digital do Paraguai, teve suas operações suspensas pelo Banco Central do país após uma intervenção motivada por índices de solvência abaixo do exigido por lei.
Com cerca de três milhões de correntistas afetados em uma nação de aproximadamente 6,5 milhões de habitantes, o colapso do banco gerou forte instabilidade econômica e protestos nas ruas de Assunção. O impacto na vida da influenciadora de 41 anos ocorreu de forma dupla, afetando tanto suas economias pessoais quanto sua carreira profissional, já que ela também mantinha vínculo empregatício com a VMedia, empresa de comunicação pertencente ao mesmo grupo controlador da instituição financeira.
Em entrevista concedida ao Band Entretê, Larissa desabafou sobre a situação e destacou que o montante retido representa o fruto de anos de dedicação. A modelo explicou que, embora possua contas em outras instituições e conte com fontes alternativas de renda, a maior parte de seus rendimentos e uma aplicação de renda fixa estavam concentradas no banco agora liquidado.
Além do bloqueio do dinheiro, a crise afetou diretamente sua rotina profissional. Segundo a modelo, mais de 300 funcionários foram desligados da empresa de comunicação, e ela própria abriu mão de outras oportunidades de trabalho para se dedicar integralmente ao projeto. Até o momento, ela relata não ter recebido notificação formal de dispensa, tendo tomado conhecimento da real situação por meio do Ministério Público e de avisos informais a colegas.
A instabilidade no setor financeiro paraguaio também provocou desdobramentos diretos na esfera política nacional. A gravidade da crise econômica e social culminou no anúncio da renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, que havia sido acionista do grupo responsável pelo banco digital, gerando intensas cobranças da oposição por investigações e maior transparência nas esferas de poder.
Diante do cenário de incertezas, o Banco Central do Paraguai informou que os depósitos dos correntistas estão garantidos até o limite estipulado de aproximadamente 38 mil dólares por cliente, valor que pode ser restituído por meio de transferência ou pagamento direto. No entanto, os valores que excedem essa quantia dependem exclusivamente do andamento do processo de resolução e liquidação da instituição, sem garantia de recuperação integral para os investidores.
Enquanto aguardam orientações oficiais adicionais e prazos estipulados pelas autoridades para esclarecer os próximos passos, Larissa Riquelme e outros afetados continuam participando de manifestações e buscando respostas concretas. A modelo definiu o momento atual como um período extremamente preocupante e triste para a população paraguaia, que lida com as consequências diretas do colapso econômico e institucional.
Fontes consultadas
- Larissa Riquelme, musa do Paraguai na Copa, desabafa após ter dinheiro bloqueado em banco: 'Anos de trabalho'; entenda revistaquem.globo.com
- Larissa Riquelme diz ter perdido investimentos no Ueno Bank: 'Incerteza' - Notícias - Clube FM 104.7 saocarlos.clubefm.com.br
- Musa da Copa sofre prejuízo após crise e renúncia de presidente do Paraguai noticiasdatv.uol.com.br
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