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Economia

Magazine Luiza salta 14% na bolsa em meio ao cenário eleitoral

As ações da varejista registraram forte alta na semana que antecedeu o segundo turno das eleições presidenciais.

Por 2 min de leitura

Magazine Luiza salta 14% na bolsa em meio ao cenário eleitoral
Magazine Luiza salta 14% na bolsa em meio ao cenário eleitoral

As ações da Magazine Luiza (MGLU3) registraram um salto de 14% no mercado acionário brasileiro, impulsionadas pelo movimento de negociações conhecido como trade eleitoral. O comportamento dos papéis refletiu as expectativas do mercado em relação à disputa presidencial do segundo turno, que colocou o cenário econômico em evidência entre os investidores.

O Ibovespa encerrou a última semana antes da votação definitiva em ligeira queda de 0,17%, fechando aos 205.082,56 pontos e estendendo as perdas acumuladas no período anterior. Apesar da oscilação do índice principal da bolsa, o dólar comercial registrou desvalorização de 1,58% frente ao real no mesmo intervalo, terminando cotado a R$ 4,9931.

Segundo Bruna Sene, analista de Renda Variável da Rico, o índice brasileiro alternou momentos de alta e de baixa ao longo dos dias, mas apresentou reação na reta final da semana e encerrou próximo à estabilidade, conseguindo preservar grande parte da valorização obtida ao longo do mês de outubro.

O principal motor do mercado doméstico foi a divulgação de pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da disputa presidencial. Os levantamentos apontaram um cenário de empate técnico entre os concorrentes, reduzindo a vantagem anteriormente observada e atraindo a atenção de analistas e operadores financeiros para as propostas fiscais dos candidatos.

No cenário econômico, a prévia da inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) avançou 0,32% em outubro, acumulando alta de 4,62% no período de doze meses. Embora o resultado mensal tenha demonstrado desaceleração frente a setembro, especialistas apontaram ressalvas quanto à composição interna do indicador.

Enquanto a Magazine Luiza se destacou na ponta positiva da bolsa impulsionada pelas expectativas de mercado em relação ao ajuste fiscal e a um eventual corte nas taxas de juros, o lado oposto do Ibovespa foi liderado pelos papéis da WEG (WEGE3). A queda da fabricante de equipamentos elétricos ocorreu em reação à divulgação de seu balanço financeiro do terceiro trimestre, que veio abaixo das projeções dos analistas.

Olhando para os próximos desdobramentos corporativos, o mercado de capitais brasileiro se prepara para intensificar a temporada de balanços do terceiro trimestre. A divulgação dos resultados das principais empresas listadas na B3 ganha força nas próximas semanas, com relatórios de companhias de diversos setores, incluindo o da própria Magazine Luiza, previstos para novembro.

Fontes consultadas

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