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Marinha da Índia realiza primeiro pouso de caça Rafale em porta-aviões

Aeronave francesa operou na embarcação INS Vikrant em testes voltados para a modernização da frota naval indiana.

Por 2 min de leitura

Marinha da Índia realiza primeiro pouso de caça Rafale em porta-aviões
Marinha da Índia realiza primeiro pouso de caça Rafale em porta-aviões

Um caça Rafale Marine, versão naval do avião de guerra francês, realizou com sucesso seu primeiro pouso em um porta-aviões indiano equipado com rampa para decolagem. A operação ocorreu em mar aberto e foi divulgada oficialmente pela Marinha da Índia, marcando uma etapa crucial para a integração da aeronave à frota militar do país asiático.

Segundo o comunicado oficial emitido pelas autoridades navais indianas, a aterrissagem aconteceu na última quinta-feira a bordo do porta-aviões INS Vikrant. O feito foi alcançado logo na primeira tentativa, validando os testes em andamento no sistema de cabos de arrasto da embarcação.

A aquisição dos caças Rafale faz parte de um plano gradual do governo indiano para substituir os antigos aviões soviéticos MiG-29K e MiG-29KUB, considerados obsoletos para os padrões atuais de defesa. Na concorrência internacional, a fabricante francesa superou a proposta da empresa norte-americana Boeing, que oferecia os modelos F/A-18E/F.

O porta-aviões INS Vikrant utiliza o sistema de decolagem conhecido como STOBAR, sigla em inglês para decolagem curta com recuperação por retenção, que emprega uma rampa em vez de catapultas a vapor tradicionais para auxiliar na impulsão das aeronaves. Embora as imagens divulgadas não confirmem se o Rafale decolou utilizando a rampa ou se arremeteu logo após o toque, o sucesso da manobra deve acelerar a incorporação oficial dos jatos franceses.

Enquanto a Índia avança na modernização de sua aviação embarcada, o cenário geopolítico global e regional continua mobilizando grandes potências navais. Recentemente, operações envolvendo porta-aviões dos Estados Unidos na América do Sul e em outras regiões estratégicas também evidenciaram a importância de manter a prontidão aeronaval em meio a disputas de influência e segurança marítima.

Especialistas apontam que a projeção de força por meio de porta-aviões e frotas navais permanece como um dos principais instrumentos de dissuasão e mobilidade militar no cenário internacional contemporâneo.

Fontes consultadas

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