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Política

MP-SP apreende R$ 155 mil com carcereiro suspeito de beneficiar Milton Leite

Operação investiga denúncias de regalias indevidas concedidas ao ex-vereador na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes.

Por 3 min de leitura

MP-SP apreende R$ 155 mil com carcereiro suspeito de beneficiar Milton Leite
MP-SP apreende R$ 155 mil com carcereiro suspeito de beneficiar Milton Leite

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a Operação Custódia (In)Fiel nesta sexta-feira, resultando na apreensão de cerca de R$ 155 mil e US$ 10 mil com um carcereiro da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes. O agente é suspeito de facilitar regalias para o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, que se encontra detido na unidade.

A maior parte do montante, aproximadamente R$ 150 mil e os 10 mil dólares, foi localizada na residência do funcionário. O restante, cerca de R$ 4 mil, estava em posse do carcereiro durante uma busca realizada dentro da própria unidade prisional. A ação contou com o apoio da Polícia Militar, da Polícia Penal e da Corregedoria da Polícia Civil, visando apurar possíveis crimes de corrupção ativa, passiva e prevaricação.

A investigação teve início após o recebimento de uma denúncia anônima que apontava a concessão de privilégios ao ex-vereador, incluindo visitas de políticos e amigos fora dos horários e dias permitidos, como em períodos noturnos e finais de semana. Entre os nomes citados como visitantes sem autorização formal estão o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e os deputados estaduais Delegado Olim (PP) e Rogério Franco (PL).

Em nota, o deputado Delegado Olim defendeu que sua visita teve caráter institucional e político, com o objetivo de dialogar sobre questões da federação partidária que integra. Enquanto isso, a Corregedoria da Polícia Civil avalia a instauração de procedimentos administrativos para verificar a eventual participação de outros agentes públicos no esquema de favorecimento, que também teria incluído a movimentação atípica de veículos e pessoas na delegacia anexa à cadeia.

Milton Leite está preso desde o dia 18 de setembro, no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que apura a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transporte público da capital paulista. Recentemente, a Justiça de São Paulo prorrogou sua prisão temporária por mais 30 dias. O ex-vereador nega as acusações, afirmando ser inocente e declarando que a oportunidade servirá para esclarecer os fatos.

Em manifestação pública, Alexandre Leite, filho do ex-vereador, classificou a medida como injusta e expressou confiança no trabalho da defesa jurídica para encerrar o caso. Até o momento, as autoridades não estabeleceram uma conclusão sobre a origem do dinheiro apreendido com o carcereiro nem confirmaram uma conexão direta entre os valores e os benefícios supostamente concedidos ao ex-parlamentar, mantendo a investigação sob sigilo.

Fontes consultadas

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