Oito anos após assassinato, família de Daniel relembra impacto do crime
Ex-jogador de futebol foi brutalmente morto em outubro de 2018 na Região Metropolitana de Curitiba, e principal agressor cumpre pena de mais de 42 anos.
O assassinato do jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas completa oito anos marcado pela dor persistente e pela revolta de seus familiares. O crime ocorreu em outubro de 2018, na Região Metropolitana de Curitiba, e interrompeu a trajetória do atleta aos 24 anos, quando ele estava emprestado ao São Bento e acumulava passagens por clubes tradicionais como Botafogo e São Paulo.
O desaparecimento do meia gerou forte apreensão em sua família, residente em Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais. Após quase dois dias sem conseguir contato com o jogador, que havia viajado a Curitiba para participar de uma festa de aniversário, parentes iniciaram buscas em hospitais e órgãos oficiais até que o corpo fosse localizado em uma área de mata em São José dos Pinhais.
A identificação da vítima ocorreu por meio de uma cicatriz no joelho direito, marca de lesões ligamentares que haviam limitado a sequência de sua carreira profissional. O laudo pericial apontou que Daniel sofreu espancamento severo, ferimentos profundos no pescoço e mutilação, o que chocou o país pelas circunstâncias de extrema violência.
As investigações conduzidas pelas autoridades detalharam que, após uma festa em uma casa noturna, um grupo seguiu para a residência da família Brittes. No local, o jogador entrou em um quarto onde Cristiana Brittes dormia e enviou imagens a um conhecido, o que motivou a reação de Edison Luiz Brittes Júnior. O empresário agrediu o atleta, o colocou no porta-malas de um veículo e o levou até o local onde ocorreu o homicídio.
A defesa de Edison alegou inicialmente que o jogador teria tentado estuprar sua esposa, hipótese que não foi comprovada pelas investigações policiais. O processo judicial resultou na condenação de Edison Luiz Brittes Júnior a mais de 42 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e outros crimes, pena esta mantida por instâncias superiores da Justiça.
Outros envolvidos no caso tiveram desdobramentos distintos na Justiça ao longo dos anos. Cristiana Brittes foi condenada por fraude processual e corrupção de menores, enquanto quatro réus foram absolvidos pelo Tribunal do Júri. Para os familiares, no entanto, o encerramento do processo não apaga o sofrimento gerado pela perda.
Henrique Salmaso, primo e amigo de infância de Daniel, destacou a perplexidade diante da brutalidade do crime e ressaltou que nenhuma decisão judicial é capaz de reparar a ausência do atleta. Enquanto a mãe do jogador prefere o silêncio para evitar a reabertura das feridas emocionais, a memória do jovem permanece ligada à tragédia que comoveu o esporte nacional.
Fontes consultadas
- O luto e a revolta da família oito anos após a cruel morte de Daniel | Ge ge.globo.com
- Oito anos após a morte de Daniel Corrêa, família ainda convive com a dor e a revolta - Portal M24 manaus24h.com
- Morte do jogador Daniel foi covardia, diz primo após 8 anos visaodadireita.com.br
- Foi há oito anos que médio do São Paulo foi vítima de assassinato hediondo abola.pt
- Caso Daniel: 8 anos depois, relembre o assassinato do jogador no Paraná band.com.br