Pernambuco confirma sétima morte por dengue e alta nas notificações
Estado contabiliza mais de 52 mil notificações da doença e investiga novos óbitos em meio a alerta nacional.
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco confirmou a sétima morte por dengue no estado em 2026, conforme divulgado no Boletim Epidemiológico de Arboviroses número 42. A vítima mais recente foi um jovem de 19 anos, morador do Recife, que possuía comorbidade e faleceu no dia 20 de agosto. O levantamento oficial abrange o período de 4 de janeiro a 24 de outubro e contabiliza 52.909 notificações da doença, o que representa um crescimento de 31,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Do total de registros no estado pernambucano, 12.913 casos tiveram confirmação laboratorial, sendo 731 deles classificados como graves. A Secretaria Estadual de Saúde informou ainda que outros 13 óbitos permanecem sob investigação médica, enquanto 37 mortes suspeitas foram descartadas após análises epidemiológicas. A incidência atual da doença é de 245,7 casos prováveis para cada grupo de 100 mil habitantes.
A distribuição territorial aponta que o Recife concentra o maior número de casos prováveis, totalizando 3.660 registros, seguido por Jaboatão dos Guararapes, com 3.227. Outros municípios com números elevados incluem Petrolândia, Paulista e Cabo de Santo Agostinho. Ao todo, o estado classifica 43 municípios com alta incidência, 51 na faixa intermediária e 88 com baixa incidência da doença transmitida pelo vetor.
Especialistas e órgãos de saúde reforçam que a transmissão ocorre por meio da picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado. Os sintomas mais comuns exigem atenção imediata da população e incluem febre alta, dores intensas na cabeça, no corpo e nas articulações, além de dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. A orientação oficial é procurar atendimento médico logo aos primeiros sinais para avaliação e acompanhamento adequado.
As autoridades sanitárias destacam que a fase de redução da febre requer vigilância redobrada, pois pode coincidir com o início da fase crítica da doença, geralmente entre o terceiro e o sétimo dia após o surgimento dos sintomas iniciais. Sinais de alarme, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou sensação de desmaio, indicam a necessidade de busca urgente por atendimento de emergência.
Para conter o avanço das arboviroses, o Ministério da Saúde enfatiza a importância das medidas preventivas voltadas para a eliminação de criadouros do mosquito vetor. A população deve manter caixas-d'água e reservatórios rigorosamente vedados e eliminar qualquer objeto que possa acumular água parada. O controle contínuo do vetor e a abstenção de automedicação são fundamentais para evitar o agravamento dos quadros clínicos.