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Política

PL lança Rogério Marinho à presidência do Senado

A legenda aposta na maior bancada da Casa para tentar barrar a reeleição de Davi Alcolumbre.

Por 2 min de leitura

PL lança Rogério Marinho à presidência do Senado
PL lança Rogério Marinho à presidência do Senado

O Partido Liberal decidiu lançar oficialmente o senador Rogério Marinho (PL-RN) como seu candidato à presidência do Senado Federal, em uma articulação para disputar o comando da Casa contra a tentativa de reeleição do atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP). O anúncio formaliza o nome do parlamentar potiguar para a disputa que ocorrerá no início de fevereiro de 2027.

Com o resultado das urnas, o PL assegurou a maior bancada da história recente da instituição, passando a contar com 29 senadores a partir da próxima legislatura. A oposição aposta na força numérica da legenda, somada ao apoio de siglas aliadas como o Novo, para tentar construir uma maioria e fazer frente aos apoios já consolidados em torno de Alcolumbre.

A candidatura de Marinho recebeu reforço político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que declarou apoio ao colega de partido e pediu que seus eleitores cobrem os parlamentares recém-eleitos. Em transmissão recente, Flávio afirmou que o Senado funcionará como a principal trincheira de resistência ao governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar da vantagem de ter a maior bancada isolada, o grupo de Marinho precisa superar a barreira dos 41 votos necessários para alcançar a maioria absoluta no plenário. Na contramão, Alcolumbre construiu uma aliança formal que reúne apoios de cinco partidos, incluindo MDB, PSD, PT, União Brasil e PP, acumulando cerca de 33 votos declarados no papel.

Nos bastidores, o cenário é marcado por divisões internas e tentativas de aproximação com a ala conservadora. Para mitigar a resistência da oposição, aliados de Alcolumbre discutiram alternativas para atenuar a situação jurídica de figuras ligadas ao bolsonarismo, embora parlamentares oposicionistas mantenham desconfiança sobre a viabilidade e o cumprimento de eventuais acordos.

A disputa também é influenciada pelo voto secreto, fator que alimenta expectativas de ambos os lados em relação a possíveis dissidências partidárias e traições no momento da votação. Enquanto a oposição tenta atrair votos do Centrão e de dissidentes da base governista, o Palácio do Planalto mantém interlocução para consolidar a base de sustentação do atual presidente do Senado.

Fontes consultadas

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