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Política

PL se divide sobre a Câmara após escolha de nome ao Senado

Enquanto a legenda oficializa Rogério Marinho na disputa pela presidência do Senado, a bancada de deputados diverge sobre alianças na Câmara.

Por 3 min de leitura

PL se divide sobre a Câmara após escolha de nome ao Senado
PL se divide sobre a Câmara após escolha de nome ao Senado

O Partido Liberal enfrenta divisões internas em relação à sua postura na Câmara dos Deputados, mesmo após avançar nas articulações para a mesa diretora do Congresso. A movimentação ocorre enquanto a legenda oficializa o senador Rogério Marinho (RN) como seu candidato à presidência do Senado, em uma estratégia para unificar a oposição na Casa Alta.

No Senado, a indicação de Marinho foi consolidada após reuniões entre parlamentares e o presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto. O senador do Rio Grande do Norte conta com o apoio de integrantes da família Bolsonaro e do líder do partido no Senado, Carlos Portinho (RJ). Contudo, a oposição enfrenta um cenário de concorrência interna com a pré-candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que busca atrair votos de dissidentes e de partidos de centro para desafiar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Apesar do alinhamento em torno de Marinho no Senado, a situação na Câmara dos Deputados permanece indefinida e gera atritos entre os parlamentares do PL. Uma ala pragmática da bancada defende a composição com o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Os defensores dessa aliança argumentam que ficar de fora do bloco liderado por Motta isolaria o partido e impediria o comando das principais comissões permanentes da Casa.

Segundo cálculos de técnicos da Câmara, a maior bancada eleita pelo PL para a próxima legislatura garantiria a preferência na escolha das três primeiras comissões caso integre o bloco principal. Do contrário, a legenda poderia ficar relegada a posições menos prestigiadas, repetindo um isolamento político que, segundo integrantes dessa ala, trouxe arrependimento em legislaturas passadas.

Em contrapartida, boa parte da bancada, especialmente formada por deputados novatos, defende o lançamento de uma candidatura própria à presidência da Câmara, seja para ganhar ou para perder. Nomes como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) sustentam que a identidade da direita e a coerência perante os eleitores pesam mais do que a conquista de espaços e comissões.

Deputados favoráveis a uma candidatura independente apontam que o desgaste de integrar o mesmo bloco que o Partido dos Trabalhadores (PT) seria prejudicial junto à base eleitoral, principalmente após Hugo Motta defender publicamente a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, parlamentares dessa ala relativizam o poder das comissões, argumentando que pautas relevantes têm tramitado diretamente pelo plenário por meio de requerimentos de urgência.

A definição oficial sobre a estratégia na Câmara dos Deputados deve ocorrer em uma nova reunião marcada entre a cúpula do partido e os deputados eleitos. Até lá, o PL pondera entre o pragmatismo de assegurar cargos e comissões na mesa diretora e a manutenção de uma postura de oposição intransigente perante o eleitorado conservador.

Fontes consultadas

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