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Política

Polícia Federal prende deputado eleito Márcio Canella no Rio de Janeiro

Investigação aponta o político como articulador de alto escalão de esquema criminoso ligado ao Comando Vermelho.

Por 2 min de leitura

Polícia Federal prende deputado eleito Márcio Canella no Rio de Janeiro
Polícia Federal prende deputado eleito Márcio Canella no Rio de Janeiro

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira, o deputado eleito Márcio Canella (União), apontado pelos investigadores como patrono político e articulador de alto escalão de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho. A operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões por meio de uma rede de postos de combustíveis.

Segundo a corporação, Canella atuava como o principal elo entre o poder público, o crime organizado e os estabelecimentos comerciais utilizados para a ocultação de valores ilícitos. A investigação aponta que a facção criminosa buscava a perenidade territorial e a blindagem política por meio de conexões operacionais que transcendiam disputas entre grupos rivais.

Para a Polícia Federal, a inserção do político no ecossistema paramilitar ficou evidente por meio de atos concretos de favorecimento e cooptação. Entre os indícios destacados no inquérito está a nomeação de ex-vereadores investigados por ligações com milícias para compor o quadro de secretários municipais durante sua gestão como prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Os investigadores também apontam que o deputado era destinatário de valores oriundos de atividades criminosas. Durante as diligências, as autoridades apreenderam um vasto acervo de relógios de altíssimo valor, veículos de luxo e motocicletas de grife, elementos que reforçam a hipótese de lavagem de capitais.

A gravidade das suspeitas foi acentuada pela divulgação de áudios que revelam o que a polícia classificou como uma simbiose espúria entre a gestão municipal e o crime. Gravações obtidas pela imprensa mostram diálogos em que um capitão da Polícia Militar agia expressamente como intermediário dos interesses da administração chefiada por Canella junto a lideranças do tráfico.

A prisão do segundo deputado mais votado do estado representa um desdobramento expressivo das investigações sobre a infiltração de organizações criminosas nas estruturas do poder público na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Fontes consultadas

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