Pular para o conteúdo
Política

Propostas de Flávio Bolsonaro geram protestos e embate político no Senado

Enquanto estudantes realizam atos em universidades de diversos estados, governo e oposição travam disputa sobre a PEC do fim da escala 6x1.

Por 2 min de leitura

Propostas de Flávio Bolsonaro geram protestos e embate político no Senado
Propostas de Flávio Bolsonaro geram protestos e embate político no Senado

Estudantes universitários e secundaristas de vários estados iniciaram uma série de manifestações contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e suas propostas para a educação, após o primeiro turno das eleições realizado no último fim de semana. Em paralelo, o Senado Federal tornou-se palco de um intenso confronto político nesta terça-feira (6) entre governistas e aliados do parlamentar em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala de trabalho 6x1.

O primeiro protesto ocorreu na noite de segunda-feira (5) em Niterói, no Rio de Janeiro, reunindo centenas de alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF). A mobilização foi organizada por estudantes e pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga da Faculdade de Direito da instituição. Alunos de universidades de ao menos 12 estados já confirmaram participação na agenda de atos, que inclui manifestações previstas para esta quarta-feira (7) na capital fluminense e em instituições como UFRGS, UFBA, UFPA e UFPR.

No âmbito legislativo, a discussão sobre o fim da escala 6x1 abriu uma nova frente de disputa. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca acelerar a tramitação da medida no Senado e pressionar os aliados de Flávio Bolsonaro a se posicionarem sobre o texto aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça em setembro. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, declarou que deseja ver a atitude da base oposicionista diante da votação.

Por outro lado, parlamentares da oposição e apoiadores de Flávio Bolsonaro adotaram a estratégia de obstrução para tentar impedir o avanço da proposta antes do segundo turno das eleições. Senadores contrários ao texto classificam a medida como eleitoral e tentam inviabilizar o quórum necessário nas sessões. No entanto, a oposição lida com cautela devido ao forte apelo popular do tema.

Questionado sobre o assunto, Flávio Bolsonaro defendeu uma alternativa apresentada por seu coordenador de campanha, Rogério Marinho. A proposta defendida pelo candidato do PL prevê a possibilidade de redução da jornada de trabalho com a respectiva diminuição proporcional do salário, desde que haja acordo direto entre empregado e empregador.

A expectativa no Senado é de que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, conduza a votação da PEC antes do segundo turno, cumprindo as exigências regimentais de sessões de discussão. Enquanto a base governista aposta na força eleitoral da pauta, a oposição avalia novos passos para conter o avanço do texto na reta final da disputa presidencial.

Fontes consultadas

Leia também