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Política

Protesto em Lisboa contra crise habitacional e atrito político

Milhares de manifestantes ocuparam a praça em frente ao parlamento português para exigir soluções urgentes para o custo da habitação e criticar ações policiais recentes.

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Protesto em Lisboa contra crise habitacional e atrito político
Protesto em Lisboa contra crise habitacional e atrito político

Milhares de pessoas se reuniram em frente ao parlamento de Portugal, em Lisboa, para protestar contra o agravamento da crise de acessibilidade à moradia e as recentes operações policiais contra ativistas de habitação. O ato ocorreu enquanto os parlamentares debatiam a proposta de orçamento do governo para o ano de 2027.

O país enfrenta uma das crises habitacionais mais severas da Europa, com os preços dos imóveis e os aluguéis de novos contratos praticamente dobrando desde 2017. A disparidade afeta de maneira mais intensa os jovens, cujos salários não acompanharam o ritmo de inflação do setor.

A manifestação foi motivada em parte por operações policiais ocorridas no último domingo em Lisboa e Porto, nas quais agentes usaram cassetetes para desmontar acampamentos de ativistas. As ações geraram acusações de uso excessivo de força por parte das autoridades.

Organizadores estimaram a presença de vários milhares de participantes na área central da capital portuguesa. Enquanto isso, a inspetoria interna da administração interna abriu uma inquérito para apurar as ocorrências, e o Ministério Público iniciou uma investigação paralela sobre a conduta dos policiais.

Durante os debates no parlamento, o primeiro-ministro Luís Montenegro defendeu a atuação das forças de segurança, afirmando que os agentes agiram em conformidade com os princípios de necessidade, proporcionalidade e adequação.

Os manifestantes expressaram forte oposição a um projeto de lei em discussão que visa acelerar processos de despejo e encerrar o congelamento de tetos de aluguel para novos contratos, aprovado em primeira leitura com a abstenção do partido Chega. Cidadãos presentes relataram que o custo de vida no território português tornou-se insustentável para a população trabalhadora.

Fontes consultadas

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