PSol pede investigação contra Daniel Vorcaro por festas sexuais
Parlamentares acionaram a Polícia Federal e a PGR para apurar possível agenciamento de mulheres e estrangeiras pelo banqueiro.
Parlamentares do PSol apresentaram requerimentos à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República para que os órgãos investiguem o banqueiro Daniel Vorcaro. A solicitação ocorre após a divulgação de reportagens jornalísticas que apontam a existência de uma estrutura voltada ao recrutamento de mulheres de diferentes nacionalidades para participação em festas de cunho sexual.
Os pedidos de apuração foram formalizados pela deputada federal Luciene Cavalcante e pelo deputado estadual Carlos Giannazi, ambos filiados ao PSol de São Paulo. Os políticos querem que as autoridades verifiquem se os fatos relatados configuram crimes como exploração sexual, rufianismo, tráfico de pessoas e exploração de adolescentes ou de outras pessoas vulneráveis.
De acordo com as representações enviadas aos órgãos de investigação, trechos de conversas obtidos por veículos de imprensa indicam preferência por mulheres jovens e detalham a logística para o deslocamento de cidadãs estrangeiras até os eventos. Para os parlamentares, os indícios apontam para além de uma relação particular entre profissionais do sexo e contratantes, sugerindo a presença de uma rede estruturada de intermediação.
A representação destaca a necessidade de apurar se terceiros obtinham vantagens econômicas com a prostituição alheia, se havia algum mecanismo de controle ou dependência sobre as mulheres e se todas as participantes eram maiores de idade. Além disso, os deputados pedem diligências para esclarecer se o recrutamento e o trânsito de estrangeiras preenchem elementos característicos de tráfico humano para fins de exploração sexual.
Reportagens publicadas anteriormente indicaram que Vorcaro seria sócio oculto de uma agência de prostituição que teria trazido estrangeiras ao Brasil, incluindo refugiadas ucranianas. Conforme as apurações jornalísticas, o dono do Banco Master participava ativamente da seleção das mulheres e tomava decisões sobre o negócio e seus investimentos.
Embora a prática da prostituição não seja considerada crime na legislação brasileira, o rufianismo, que consiste em tirar proveito da prostituição alheia, é punível com reclusão de um a quatro anos. A Polícia Federal já havia aberto uma investigação para apurar eventuais irregularidades no agenciamento das mulheres estrangeiras.