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Economia

Raízen avança em reestruturação e mira controle e B3

Empresa lida com recuperação extrajudicial bilionária enquanto gestora prepara oferta e subsidiária busca listagem.

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Raízen avança em reestruturação e mira controle e B3
Raízen avança em reestruturação e mira controle e B3

A Raízen (RAIZ4) passa por um momento decisivo em meio a um plano bilionário de reorganização societária e financeira. A companhia, que é uma joint venture entre Shell e Cosan, enfrenta uma das maiores reestruturações de dívida do país, acumulando dezenas de bilhões de reais em débitos e registrando forte desvalorização em suas ações nos últimos anos.

No âmbito da recuperação extrajudicial, que teve sua homologação pela Justiça de São Paulo com ampla adesão dos credores financeiros, a gestora IG4 Capital prepara uma oferta vinculativa para alcançar mais de 50% dos créditos e assumir o controle da companhia. A proposta da gestora deve combinar pagamento em dinheiro com direitos de crédito conversíveis em ações.

O interesse da IG4 está concentrado especialmente nas operações de açúcar e etanol. O plano de reestruturação prevê a separação dessas atividades do setor de distribuição de combustíveis, além da reestruturação de aproximadamente R$ 61,4 bilhões a R$ 65 bilhões em dívidas financeiras da empresa, conforme apontam diferentes levantamentos de mercado e fontes especializadas.

Paralelamente, os acionistas da Raízen Energia, subsidiária da companhia, aprovaram por unanimidade a solicitação de entrada da empresa no Nível 2 de governança corporativa da B3. O pedido contempla a negociação futura de ações ordinárias, preferenciais e units na bolsa de valores brasileira.

Essa possível listagem está diretamente conectada a uma proposta de redução de capital de até R$ 35 bilhões, que será votada pelos acionistas. Caso a operação avance, os detentores de papéis da Raízen poderão passar a deter diretamente títulos da subsidiária, seguindo a proporção e a classe das ações que já possuem.

A entrada no Nível 2 da B3 exige compromissos adicionais de governança corporativa e proteção aos acionistas minoritários. Entre as regras estão a garantia de tag along de 100% para ações ordinárias e preferenciais em caso de venda do controle, além da concessão de direito de voto para ações preferenciais em determinadas matérias corporativas.

Enquanto as negociações avançam e os investidores acompanham os desdobramentos jurídicos e societários, analistas do mercado financeiro avaliam que a conversão de dívidas em participação acionária pode trazer novos rumos para a valorização dos títulos e para a estabilização operacional da companhia nos próximos meses.

Fontes consultadas

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