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Economia

Ações da Raízen estreiam com novo código na B3 e caem mais de 25%

Papéis preferenciais da companhia passaram a ser negociados sob o ticker RAIZ55 nesta terça-feira em meio a forte aversão ao risco.

Por 2 min de leitura

Ações da Raízen estreiam com novo código na B3 e caem mais de 25%
Ações da Raízen estreiam com novo código na B3 e caem mais de 25%

As ações preferenciais da Raízen iniciaram os negócios sob um novo código na B3 nesta terça-feira, substituindo o tradicional ticker RAIZ4 por RAIZ55. A estreia dos papéis foi marcada por forte aversão ao risco no mercado financeiro, registrando queda superior a 25% e chegando a ir a leilão devido à volatilidade durante o pregão.

Segundo comunicado enviado ao mercado pela companhia, a alteração decorre de uma reorganização na negociação dos ativos. A mudança estabelece que os papéis passam a ter um fator de cotação e um lote-padrão de 100 ações, enquanto as quantidades inferiores continuam a ser transacionadas normalmente no mercado fracionário.

A empresa reforçou que a alteração do código e do fator de cotação não resulta em diluição da participação dos acionistas, nem modifica os direitos inerentes aos valores mobiliários ou o patrimônio total detido. O impacto restringe-se exclusivamente à forma de expressão do preço dos ativos nas tabelas da bolsa.

A transição de código ocorre em um momento de profundas transformações estruturais para a companhia, que avança para concluir a maior recuperação extrajudicial do Brasil. O processo envolveu a reestruturação de um passivo expressivo e a conversão de parte da dívida em participação acionária, transformando credores em novos sócios da empresa de energia.

Com as medidas aprovadas em assembleia recente por acionistas e credores, a expectativa de fontes próximas às negociações é que a conversão de dívidas em ações seja concluída até 17 de dezembro. O objetivo da gestão é capturar ainda no atual exercício fiscal os benefícios tributários e operacionais associados ao equacionamento do passivo.

O plano de reestruturação também prevê a cisão da Raízen em duas companhias de capital aberto distintas: a Raízen Energia, focada na produção, e a Raízen Combustíveis, voltada para a distribuição e detentora da marca de postos Shell. O encerramento definitivo da recuperação extrajudicial está previsto para a segunda quinzena de dezembro.

Fontes consultadas

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