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Brasil

Regras para transporte de carregadores portáteis em voos ficam mais rigorosas

Passageiros devem manter power banks na bagagem de mão e respeitar limites de capacidade para evitar problemas no embarque.

Por 3 min de leitura

Regras para transporte de carregadores portáteis em voos ficam mais rigorosas
Regras para transporte de carregadores portáteis em voos ficam mais rigorosas

Viajantes que planejam utilizar o transporte aéreo devem estar atentos às normas atualizadas para o transporte de carregadores portáteis, conhecidos como power banks. Devido ao risco de superaquecimento e incêndio associado às baterias de íons de lítio, órgãos de aviação civil, incluindo a Anac, estabeleceram diretrizes mais rígidas para garantir a segurança a bordo das aeronaves.

A regra fundamental é que esses dispositivos jamais devem ser enviados no compartimento de carga da aeronave. O carregador portátil deve obrigatoriamente acompanhar o passageiro na cabine, preferencialmente dentro da mochila ou bolsa que ficará sob o assento à frente, facilitando a intervenção da tripulação em caso de qualquer incidente, como a emissão de fumaça ou aquecimento excessivo.

Quanto à capacidade dos aparelhos, a maioria das companhias aéreas autoriza o transporte de dispositivos de até 100 Wh (watt-hora). Modelos que possuem entre 100 Wh e 160 Wh podem ser aceitos, mas exigem autorização prévia da empresa aérea responsável pelo voo. Já equipamentos com capacidade superior a 160 Wh são proibidos em aeronaves de passageiros e devem ser descartados antes do embarque.

Além da restrição de local de transporte, novas orientações determinam que o power bank não deve ser utilizado para recarregar celulares ou outros dispositivos durante o voo. Também é proibido conectar o carregador portátil às tomadas ou entradas USB da própria aeronave para realizar a recarga do acessório. A recomendação é que o passageiro embarque com seus aparelhos eletrônicos devidamente carregados.

O descumprimento dessas normas pode gerar transtornos significativos ao viajante, como a necessidade de descartar o item no aeroporto ou até mesmo a impossibilidade de embarque. Em casos de irregularidades detectadas na triagem, a companhia aérea possui respaldo legal para impedir o transporte do objeto, e o passageiro pode arcar com prejuízos financeiros, como a perda da passagem sem direito a reembolso ou remarcação gratuita.

Para evitar contratempos, a orientação é verificar a capacidade impressa no corpo do aparelho antes de sair de casa. Manter o dispositivo em um compartimento de fácil acesso na mala de mão também agiliza a passagem pelo raio X. Caso o passageiro precise despachar sua mala de mão no portão de embarque por falta de espaço na cabine, é indispensável retirar o carregador portátil antes de entregar a bagagem aos funcionários da companhia.

Recentemente, casos envolvendo o transporte inadequado de baterias reforçaram a necessidade de atenção dos passageiros. A influenciadora Hariany Almeida, por exemplo, relatou dificuldades durante uma inspeção aeroportuária justamente por ter despachado uma mala contendo baterias, o que obrigou a equipe de segurança a realizar uma verificação detalhada em uma sala específica para garantir que o item irregular fosse removido.

Fontes consultadas

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