Saúde da mulher: cuidados e tratamento na menopausa
Especialistas destacam a importância de um acompanhamento médico individualizado durante a transição para a menopausa e o climatério.
A transição para a menopausa e o período do climatério exigem atenção médica individualizada, considerando que as alterações hormonais afetam de maneira distinta cada mulher. Especialistas apontam que sintomas como ondas de calor, insônia, fadiga e alterações de humor são frequentes nessa fase, mas ressaltam que a intensidade varia e que o sofrimento não deve ser encarado apenas como algo a ser suportado.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a obesidade entre mulheres adultas nas capitais brasileiras apresentou alta nos últimos anos, passando de 20,7% em 2019 para 26,7% em 2024. Fatores como estresse crônico, privação de sono, resistência à insulina e oscilações hormonais típicas da proximidade da menopausa interferem diretamente no metabolismo e na composição corporal.
A menopausa é definida como a última menstruação natural da mulher, confirmada após doze meses consecutivos de ausência de sangramento, ocorrendo geralmente entre os 45 e os 55 anos. No entanto, o processo biológico do climatério abrange tanto os anos anteriores quanto os posteriores a esse marco, trazendo manifestações clínicas que podem persistir por vários anos e impactar a qualidade de vida.
Pesquisas recentes sobre o tema indicam que a grande maioria das mulheres apresenta algum sintoma associado a esse período. Entre as queixas mais comuns estão os fogachos, distúrbios do sono, dores articulares e alterações emocionais. Médicos enfatizam que nem todos os sinais exigem o uso de medicamentos, sendo fundamental uma avaliação clínica detalhada para definir a melhor conduta terapêutica.
A terapia hormonal continua sendo apontada como o tratamento mais eficaz para o alívio das ondas de calor e suores noturnos, conforme diretrizes de sociedades médicas. Contudo, a indicação depende do histórico clínico, da idade e do tempo decorrido desde a menopausa, não sendo obrigatória ou adequada para todas as pacientes. Mulheres que não podem ou optam por não utilizar hormônios contam com abordagens alternativas e acompanhamento multidisciplinar.
Em âmbito institucional, iniciativas recentes buscam ampliar o suporte à saúde feminina na rede pública e privada. Em Jundiaí, por exemplo, uma nova lei municipal instituiu diretrizes para o acolhimento e tratamento especializado antes, durante e depois da menopausa. O objetivo é capacitar profissionais e estabelecer fluxos padronizados para garantir que as mulheres recebam orientação adequada ao longo de todo o processo de envelhecimento.
Fontes consultadas
- Emagrecimento feminino requer cuidado individual após os 30 oglobo.globo.com
- “A Saúde da Mulher” foi tema de palestra na Acicam - Tásabendo tasabendo.com.br
- JJ: Jundiaí amplia atenção às mulheres na menopausa sampi.net.br
- Menopausa: sintomas, fases e tratamento, do climatério à pós-menopausa exame.com
- SUS oferece nove medicamentos contra o câncer seucreditodigital.com.br