Pular para o conteúdo
Política

Senado avança em debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição para o fim da escala 6x1

Parlamentares iniciaram as sessões de discussão da matéria no Congresso em meio a divergências políticas e eleitorais.

Por 2 min de leitura

Senado avança em debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição para o fim da escala 6x1
Senado avança em debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição para o fim da escala 6x1

O Senado Federal deu início nesta semana, em Brasília, às discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. O texto, que já passou pela Câmara dos Deputados em maio, prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, além da garantia de dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial.

A tramitação em plenário começou na última terça-feira, com a realização de sessões de debate orientadas pela presidência da Casa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou que pretende seguir o rito regimental, embora exista a expectativa governista de acelerar a votação em primeiro turno para o mês de outubro.

O tema transformou-se em um importante ponto de disputa política no cenário nacional. A pauta é tratada como uma aposta central do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo turno da disputa presidencial contra Flávio Bolsonaro, servindo como bandeira de campanha voltada à ampliação do descanso dos trabalhadores.

Por outro lado, parlamentares da oposição e aliados de Flávio Bolsonaro classificaram a iniciativa como eleitoreira. O grupo político tem adotado a estratégia de esvaziar as sessões em plenário para dificultar a obtenção do quórum necessário, apontando preocupações com os impactos econômicos e defendendo alternativas de negociação direta entre empregados e empregadores.

A discussão também repercutiu entre nomes recém-eleitos para o Parlamento. O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes, manifestou posição contrária ao fim da escala e defendeu maior flexibilidade nas leis trabalhistas, argumentando que as normas atuais podem limitar a liberdade de negociação de jornadas mais extensas.

Em contrapartida, defensores da PEC argumentam que a transição para o regime de cinco dias trabalhados e dois de descanso pode resultar em melhorias na qualidade de vida e na produtividade, além de prever regras de adaptação gradual e suporte para micro e pequenas empresas durante a implementação das mudanças.

Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa alcançar o apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares, o equivalente a 49 votos favoráveis, em dois turnos de votação. As negociações continuam dividindo a base governista e a oposição no Congresso Nacional.

Fontes consultadas

Leia também