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Política

Supremo autoriza Flávio Bolsonaro a visitar o pai em prisão domiciliar

Decisão do ministro Alexandre de Moraes ocorre a menos de duas semanas do segundo turno da eleição presidencial.

Por 2 min de leitura

Supremo autoriza Flávio Bolsonaro a visitar o pai em prisão domiciliar
Supremo autoriza Flávio Bolsonaro a visitar o pai em prisão domiciliar

O Supremo Tribunal Federal autorizou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro a retomar as visitas ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos em prisão domiciliar em Brasília por razões de saúde. A decisão foi emitida na segunda-feira pelo ministro Alexandre de Moraes, após pedido da defesa apresentado em 5 de outubro e com o encerramento de uma suspensão de 90 dias imposta ao parlamentar.

A suspensão havia sido aplicada em 17 de julho, depois que Flávio Bolsonaro leu publicamente uma carta de apoio escrita pelo pai durante uma transmissão ao vivo no YouTube, o que violou as restrições judiciais impostas ao ex-presidente. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se favorável à retomada dos encontros, por entender que não houve novas infrações às condições estabelecidas pela Corte.

A autorização judicial ocorre na reta final da campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 25 de outubro. Flávio Bolsonaro disputa o cargo contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na primeira etapa do pleito, o candidato do PL liderou a votação com 47% dos votos, enquanto Lula obteve entre 45% e o equivalente ao segundo colocado, conforme os dados das fontes.

Apesar de permitir o retorno das visitas, a determinação do magistrado estabelece restrições rígidas. O tribunal proibiu expressamente o uso dos encontros para fins políticos ou eleitorais, além de vetar a divulgação de declarações ou manifestos de Jair Bolsonaro por terceiros ou por meio de redes sociais, visando limitar a influência do ex-presidente no processo eleitoral.

Durante uma cerimônia religiosa na Catedral de Brasília, Flávio Bolsonaro confirmou que planejava visitar o pai na terça-feira pela manhã, apresentando-se na qualidade de filho e de advogado. O senador criticou o período em que ficou afastado e evitou responder a questionamentos da imprensa sobre a votação da PEC referente ao fim da escala 6x1 no plenário da Câmara.

Enquanto a campanha eleitoral avança para o desfecho do segundo turno, o debate econômico e social também integra a disputa. O advogado-geral da União, Jorge Messias, criticou a gestão do governo anterior em relação ao endividamento das famílias e defendeu o programa Desenrola 3.0, associando-o aos esforços da administração de Lula para a recuperação financeira da população. Por sua vez, o grupo político de Flávio Bolsonaro atribui a situação econômica e os juros elevados às políticas fiscais da atual gestão.

Fontes consultadas

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