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Economia

Vivara registra queda no lucro do terceiro trimestre de 2026

Fabricante de joias teve recuo no lucro líquido em meio ao aumento de custos operacionais e de fabricação.

Por 3 min de leitura

Vivara registra queda no lucro do terceiro trimestre de 2026
Vivara registra queda no lucro do terceiro trimestre de 2026

A rede de joalherias Vivara encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 106,5 milhões, o que representa uma queda de 39,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O balanço financeiro divulgado pela companhia aponta que, apesar da retração no lucro, a receita operacional líquida apresentou um crescimento de 4,3%, alcançando R$ 692,9 milhões entre julho e setembro.

O desempenho financeiro da varejista foi impactado por custos mais elevados. Os custos dos produtos vendidos e serviços prestados somaram R$ 241,9 milhões no trimestre, alta anual de 27,3%. Com isso, o lucro bruto chegou a R$ 450,9 milhões, registrando uma baixa de 4,9% em um ano. As fontes de imprensa trazem pequenas divergências sobre os números exatos do lucro líquido dependendo do critério contábil adotado, com o valor ajustado reportado em R$ 119,9 milhões e estimativas da Reuters apontando R$ 114,8 milhões, patamar que ficou ligeiramente acima das expectativas de analistas de mercado.

O Ebitda ajustado da companhia atingiu R$ 132,7 milhões, recuo de 22,4% na comparação com o terceiro trimestre de 2025. Segundo a Vivara, o indicador e a margem bruta foram pressionados por fatores como a menor receita de subvenção líquida de tributos, o aumento nos custos de Gastos Gerais de Fabricação e a inclusão do Plano de Incentivo de Longo Prazo, além de uma base de comparação do ano anterior que havia sido beneficiada por créditos extemporâneos de PIS/Cofins.

A receita bruta total da empresa somou R$ 867,4 milhões, o que representa um acréscimo de 7,7% em relação aos R$ 805,4 milhões de igual intervalo de 2025. O avanço foi impulsionado sobretudo pelas categorias Life e Relógios. As vendas de relógios avançaram 15,5% e a linha Life cresceu 10,3%. Por outro lado, a categoria tradicional de joias, que representa cerca de metade do faturamento, teve alta de 2,1%, impactada pela decisão da empresa de moderar o repasse de preços para conter perdas de volume após a oscilação nos custos do ouro.

No segmento digital, a empresa obteve resultados expressivos, com vendas totais de R$ 140,7 milhões, alta anual de 25,3%. O canal representou 16% do total de vendas da companhia, impulsionado pelo aplicativo móvel, que registrou um salto de 144% nas vendas e alcançou uma base instalada de 907 mil clientes até o mês de setembro.

As despesas operacionais ajustadas da companhia atingiram R$ 337,3 milhões, refletindo maiores investimentos direcionados a campanhas de marketing de branding, despesas com pessoal e os efeitos do plano de incentivo. A margem líquida ajustada ficou em 17,3%, frente aos 23,2% registrados no mesmo período de 2025.

Em termos de endividamento, a dívida líquida da Vivara fechou o mês de setembro em R$ 149,7 milhões, apresentando uma forte redução frente aos R$ 354,6 milhões reportados no final do terceiro trimestre do ano anterior. O índice de alavancagem financeira, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda, manteve-se controlado e estável em 0,2 vez.

Durante o terceiro trimestre de 2026, a expansão física da rede prosseguiu com a inauguração de 14 novos pontos de venda, sendo 13 lojas da marca Life e um quiosque. A companhia encerrou setembro com um total de 533 pontos de venda em operação em todo o país, comparado a 474 unidades operadas no encerramento do terceiro trimestre de 2025.

Fontes consultadas

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