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Economia

Banco Central mantém a taxa Selic em 13,75% ao ano

A decisão unânime do Copom interrompe o ciclo de cortes diante de incertezas fiscais e do cenário inflacionário.

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Banco Central mantém a taxa Selic em 13,75% ao ano
Banco Central mantém a taxa Selic em 13,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 13,75% ao ano. Anunciada nesta quarta-feira, a medida unânime interrompe uma sequência de cinco reduções consecutivas que vinham sendo aplicadas desde março deste ano, marcando a primeira reunião do colegiado após as eleições presidenciais.

A manutenção da taxa estava entre as apostas da maioria das instituições financeiras e de parte dos analistas, que revisaram suas projeções após o segundo turno do pleito realizado em 25 de outubro. O cenário foi impactado por um aumento na volatilidade dos mercados financeiros, alta do dólar e elevação nos prêmios de risco da dívida pública.

No comunicado oficial, o Banco Central apontou que o ambiente externo tornou-se mais adverso devido ao prolongamento de conflitos no Oriente Médio, com reflexos nos preços do petróleo, e à postura restritiva adotada por economias avançadas. No âmbito doméstico, o colegiado destacou sinais de moderação mais acentuada na atividade econômica, embora o mercado de trabalho se mantenha resiliente.

As expectativas de inflação distanciaram-se da meta oficial, influenciadas pela depreciação cambial e por dúvidas em torno da trajetória da política fiscal. A autoridade monetária reforçou que o objetivo central da política restritiva é assegurar a convergência da inflação para a meta estabelecida, atualmente fixada em 3%, considerando o horizonte relevante.

A decisão gerou reações imediatas no setor produtivo. A Confederação Nacional da Indústria criticou a manutenção do patamar elevado e defendeu a retomada dos cortes já na próxima reunião do comitê, marcada para dezembro, argumentando que a taxa atual penaliza o crédito, os investimentos e o consumo das famílias.

Por outro lado, representantes de federações industriais estaduais apontaram descompassos entre a política monetária e a condução fiscal do governo federal. Para essas entidades, a ausência de sinais claros de ajuste nas contas públicas sustenta pressões inflacionárias e dificulta uma flexibilização mais rápida dos juros.

O próximo encontro do Copom ocorrerá nos dias 8 e 9 de dezembro, quando o mercado voltará a avaliar os novos indicadores econômicos, a evolução da inflação e os passos do governo federal em relação à consolidação fiscal para definir os rumos da política monetária.

Fontes consultadas

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