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Economia

BTG Pactual altera carteira recomendada e Itaú deixa seleção de novembro

Mudanças buscam reduzir riscos diante de incertezas macroeconômicas, enquanto a corretora do Itaú BBA estrutura nova mesa de crédito privado.

Por 2 min de leitura

BTG Pactual altera carteira recomendada e Itaú deixa seleção de novembro
BTG Pactual altera carteira recomendada e Itaú deixa seleção de novembro

O BTG Pactual anunciou a retirada do Itaú Unibanco de sua carteira recomendada de ações para o mês de novembro, em uma estratégia voltada para reduzir os riscos dos investimentos frente às incertezas sobre a política econômica e fiscal do próximo mandato do governo federal.

A seleção de ativos, batizada de carteira 10SIM, passou a privilegiar companhias com menor endividamento, resultados previsíveis e forte capacidade de distribuição de dividendos aos acionistas. A saída do Itaú foi motivada principalmente pela avaliação de uma deterioração nas condições de crédito.

Para o lugar do banco, a instituição financeira inseriu a Caixa Seguridade, cuja participação foi fixada em 10%. Os analistas apontam que a seguradora apresenta maior previsibilidade nos resultados, resistência a juros elevados e projeção de um dividend yield atrativo de cerca de 7%, além de expectativa de crescimento de 10% no lucro para o ano de 2027.

Além do Itaú, a construtora Cury e a Axia Energia também deixaram a seleção de novembro. A Cury foi retirada devido a preocupações com a inflação de materiais e serviços na construção civil que podem pressionar as margens, enquanto a TIM entrou na carteira no lugar da Axia Energia com foco na busca por valorização e dividendos.

Apesar da saída das recomendações de ações, o grupo financeiro expande suas operações em outras frentes de mercado. A corretora do Itaú BBA está estruturando uma nova mesa dedicada ao crédito privado voltada para investidores institucionais, apostando na forte expansão desse segmento no atual cenário de juros elevados.

Para liderar a nova operação de crédito privado, a instituição contratou Bruno Costa, ex-profissional da Genial Investimentos, que se reportará diretamente a Leonard Linnet, chefe de Equity e corretoria institucional. A mesa também contará com a participação de Flavio Santos e Lucas Lancelloti.

A expectativa da diretoria é que a nova estrutura evolua para um modelo integrado de serviços financeiros, gerando sinergias relevantes com clientes corporativos e fortalecendo o posicionamento da instituição no mercado de títulos de dívida corporativa.

Fontes consultadas

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