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Política

Disputa por ilha envolvendo Richarlison e aliado de Flávio Bolsonaro gera investigação

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a situação de um imóvel em Angra dos Reis disputado pelo jogador e pelo advogado Willer Tomaz.

Por 2 min de leitura

Disputa por ilha envolvendo Richarlison e aliado de Flávio Bolsonaro gera investigação
Disputa por ilha envolvendo Richarlison e aliado de Flávio Bolsonaro gera investigação

A Polícia Federal abriu uma investigação para apurar a situação de uma ilha localizada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, que se tornou alvo de uma intensa disputa judicial entre o atacante Richarlison, da Seleção Brasileira e do Tottenham, e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro. A diligência ocorre no âmbito de um inquérito já em andamento que investiga suposta lavagem de dinheiro por parte do advogado, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O jogador afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões na aquisição da posse do imóvel. No entanto, o atleta relata que a ilha foi tomada de maneira irregular e acusa o advogado e o parlamentar de utilizarem manobras administrativas céleres junto à Secretaria do Patrimônio da União para transferir a titularidade do terreno para a empresa WT Administração de Imóveis, pertencente a Tomaz.

O caso ganhou repercussão nacional e foi tema de debate presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionou publicamente a velocidade com que o processo de transferência ocorreu na SPU, comparando o tempo recorde com a espera prolongada enfrentada pelo atleta. Lula solicitou diretamente a intervenção da Polícia Federal para esclarecer os trâmites da negociação.

Em contrapartida, o advogado Willer Tomaz nega as acusações e sustenta que possui todos os documentos e registros em cartório que comprovam a propriedade legal do imóvel. Tomaz afirmou publicamente que Richarlison perdeu as ações na Justiça e sugeriu que o jogador teria adquirido os direitos de posse de invasores ou de um suposto invasor de terras, rechaçando qualquer envolvimento ilícito na transação.

O senador Flávio Bolsonaro também se manifestou sobre o episódio, negando qualquer participação na disputa patrimonial ou sociedade com o advogado. Durante o debate eleitoral, o parlamentar declarou que a Justiça já bateu o martelo sobre o caso, afirmando que o atacante não possui direitos sobre a área e sugerindo que o atleta teria sido prejudicado pelo próprio empresário.

A polêmica também gerou desdobramentos nas redes sociais e envolveu outros nomes públicos, como o influenciador Pablo Marçal, que criticou a condução da disputa pelo jogador. Richarlison, por sua vez, tem utilizado suas plataformas digitais para rebater as críticas, apresentar documentos que sustentam seus investimentos e incentivar a participação popular no processo eleitoral brasileiro.

Fontes consultadas

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