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Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de apropriação de ilha e pede investigação

Atacante da seleção brasileira afirma ter perdido cerca de R$ 10 milhões investidos em mansão em Angra dos Reis e cobra atuação da Polícia Federal.

Por 3 min de leitura

Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de apropriação de ilha e pede investigação
Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de apropriação de ilha e pede investigação

O atacante Richarlison, que defende o Tottenham e a seleção brasileira, publicou um vídeo nas redes sociais cobrando uma investigação da Polícia Federal sobre a disputa de posse de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro. No pronunciamento divulgado neste sábado, o jogador acusou o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro de ter ficado com o imóvel sem pagar pelo investimento realizado.

Segundo o atleta, a negociação para a aquisição dos direitos de ocupação da propriedade ocorreu entre os anos de 2020 e 2021, durante o período da pandemia de Covid-19. Richarlison afirmou que realizou a compra em sociedade com Alencar da Silveira Júnior, que presidia o América-MG na época, e com seu antigo empresário, Renato Velasco, estimando um gasto de aproximadamente R$ 10 milhões no local.

O jogador relatou que recebeu ofertas de compra pelo imóvel, incluindo uma proposta feita por Flávio Bolsonaro. De acordo com o atacante, após recusar a venda ao senador, a propriedade acabou sendo transferida judicialmente para empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar.

Em seu relato, o futebolista criticou a rapidez do processo judicial e afirmou que os envolvidos obtiveram a posse do local sem custos. "Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis vender, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada, e eles falaram que demorava meses ou anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha", declarou no vídeo.

A disputa jurídica envolvendo as empresas ligadas ao jogador e a WT Administração de Imóveis, pertencente ao advogado Willer Tomaz, tramitou por cerca de três anos na Justiça do Rio de Janeiro e chegou ao Superior Tribunal de Justiça. Após decisões desfavoráveis e sem conseguir reverter o quadro, os antigos sócios desistiram oficialmente da ação no ano passado.

Apesar de ter sido citado diretamente pelo jogador, Flávio Bolsonaro não figura como parte formal no processo judicial. Em manifestações anteriores sobre o caso, quando o tema veio a tona, o parlamentar afirmou ter sido arrolado apenas como testemunha e declarou não ter relação com o assunto. A assessoria do senador também já havia negado qualquer vínculo com o imóvel, classificando as acusações como infundadas e de motivação eleitoral.

No vídeo, Richarlison pontuou que não tem o objetivo de retomar a posse da ilha, mas exige o ressarcimento do valor investido. O atleta acrescentou que, caso consiga recuperar a quantia na Justiça, pretende destinar uma parte dos recursos para auxiliar o hospital localizado em sua cidade natal, Nova Venécia, no Espírito Santo.

Fontes consultadas

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