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Esportes

Richarlison cobra investigação da PF sobre ilha de R$ 10 milhões

Atacante da seleção brasileira acusa envolvidos de apropriação indevida e pede esclarecimentos ao senador Flávio Bolsonaro.

Por 2 min de leitura

Richarlison cobra investigação da PF sobre ilha de R$ 10 milhões
Richarlison cobra investigação da PF sobre ilha de R$ 10 milhões

O atacante Richarlison, que joga pelo Tottenham, utilizou suas redes sociais para cobrar publicamente uma investigação da Polícia Federal sobre a disputa envolvendo uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões. A propriedade fica localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, e virou alvo de uma longa batalha nos tribunais.

Segundo o atleta, o investimento no imóvel ocorreu entre 2020 e 2021, durante o período da pandemia de Covid-19, em uma sociedade que envolvia Alencar da Silveira Júnior, ex-presidente do América-MG, e seu antigo empresário, Renato Velasco. O jogador relatou que recebeu ofertas pela ilha, incluindo uma proposta do senador Flávio Bolsonaro, mas recusou a venda.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Richarlison afirmou que, após recusar a negociação, a posse da ilha foi transferida rapidamente por meio de decisões judiciais. O jogador declarou que gastou milhões na propriedade e não recebeu nenhuma compensação financeira pelo ocorrido, apontando falhas no andamento legal do processo.

A disputa judicial teve início após a aquisição dos direitos de ocupação do imóvel por uma empresa ligada ao atacante. Anos depois, a posse passou para uma firma vinculada ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro. O caso tramitou por instâncias judiciais como o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e chegou ao Superior Tribunal de Justiça, que manteve o entendimento favorável à parte ligada ao advogado após a desistência de recursos pelos antigos autores.

Embora o senador Flávio Bolsonaro não figure como parte formal no processo judicial, Richarlison afirmou que o parlamentar visitou o local acompanhado de Willer Tomaz e cobrou explicações públicas. Em ocasiões anteriores, a assessoria do senador classificou a associação ao caso como infundada e motivada por interesses políticos.

Apesar do desfecho desfavorável nos tribunais, o atacante esclareceu que não tem o objetivo de reaver a ilha em si, mas sim de recuperar os recursos financeiros investidos. Ele também prometeu que, caso consiga reaver o montante, destinará uma parte dos valores para auxiliar o hospital de Nova Venécia, município localizado no Espírito Santo onde o jogador nasceu.

Fontes consultadas

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