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Economia

Estudo aponta que maioria dos portugueses não poupa para a reforma

Pesquisa inédita do Observatório da Poupança para a Reforma revela que mais de 55% da população não consegue guardar dinheiro para o futuro.

Por 2 min de leitura

Estudo aponta que maioria dos portugueses não poupa para a reforma
Estudo aponta que maioria dos portugueses não poupa para a reforma

Mais de 55% dos portugueses não estão a poupar qualquer montante para a reforma, segundo dados do primeiro estudo apresentado pelo Observatório da Poupança para a Reforma. A iniciativa, lançada pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, retrata a forte dependência que a população terá em relação ao sistema público de segurança social.

O principal obstáculo apontado pelos inquiridos é a falta de dinheiro decorrente da subida do custo de vida. Com a carestia e a forte pressão sobre os orçamentos familiares, falta margem de manobra para que as famílias consigam separar uma parcela do rendimento ao final do mês, seja para a aposentadoria ou para outras finalidades.

Por outro lado, o estudo indica que cerca de 45% da população consegue preparar-se financeiramente para o futuro pós-trabalho. Entre este grupo, 20% optam por investir na compra de imóveis adicionais, enxergando na riqueza imobiliária um bem real e tangível que pode ser arrendado ou vendido posteriormente.

No que diz respeito aos instrumentos financeiros utilizados por quem consegue poupar, 42% recorrem a depósitos a prazo. Especialistas alertam, no entanto, que esta modalidade pode representar uma perda de poder de compra a longo prazo, uma vez que as taxas de juros frequentemente ficam abaixo da inflação.

Outras alternativas mencionadas pelos inquiridos incluem os planos de poupança-reforma, escolhidos por 31%, além de investimentos indiretos em ações através de fundos negociados em bolsa, os chamados ETFs, que reúnem 24% da preferência, e a aplicação direta em ações, com 18%.

Entre aqueles que atualmente não realizam nenhuma poupança para a velhice, cerca de 17% manifestam a intenção de começar a fazê-lo no futuro. Contudo, esses cidadãos admitem que a concretização do plano dependerá diretamente da evolução de suas situações económicas e familiares, marcadas pela incerteza.

Diante do envelhecimento demográfico e da pressão crescente sobre os valores das futuras pensões, a entidade reguladora reforça a urgência de promover a literacia financeira no país. O cenário atual alimenta o receio generalizado de que a transição da vida ativa para a aposentadoria resulte em uma queda abrupta na qualidade de vida.

Fontes consultadas

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