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Economia

Fim da escala 6x1 gera impacto econômico e debate sobre jornada

A mudança na legislação de trabalho aprovada pelo Congresso repercute em prefeituras, comércio e logística, levantando discussões sobre produtividade e custos.

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Fim da escala 6x1 gera impacto econômico e debate sobre jornada
Fim da escala 6x1 gera impacto econômico e debate sobre jornada

A alteração na jornada de trabalho estabelecida pela Emenda Constitucional 141, promulgada em outubro, tem gerado forte repercussão em diferentes setores da economia e da gestão pública brasileira. A legislação prevê que, a partir de dezembro, os trabalhadores passem a ter direito a dois dias de repouso semanal remunerado, com a jornada máxima caindo inicialmente de 44 para 42 horas semanais, e posteriormente para 40 horas após um ano, sem redução salarial.

No âmbito das administrações municipais, o presidente da Frente Nacional de Prefeitos e prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, alertou que a transição pode elevar as despesas das prefeituras brasileiras em até R$ 35 bilhões. Segundo ele, o impacto recairá principalmente sobre os contratos terceirizados, como os serviços de limpeza urbana e transporte público, o que poderá comprometer a oferta de atendimento à população de baixa renda caso não haja recursos adicionais.

Melo criticou a condução da proposta no Congresso, classificando-a como de caráter eleitoral, e defendeu um período de transição mais longo, de quatro anos, além da criação de um fundo federal para auxiliar os municípios. A Frente Nacional de Prefeitos avalia inclusive a possibilidade de questionar a medida no Supremo Tribunal Federal.

Por outro lado, o setor privado também se movimenta diante da nova realidade trabalhista. Especialistas apontam que estabelecimentos comerciais físicos, que funcionam aos finais de semana, precisarão reorganizar turnos e ampliar equipes para preservar o horário de atendimento, o que pode favorecer a expansão do comércio eletrônico e impulsionar a demanda por galpões logísticos.

Projeções indicam que a procura por imóveis de armazenagem e distribuição poderá crescer até 30%, em um mercado que já opera com baixa taxa de vacância, como em São Paulo. No entanto, analistas econômicos ressaltam que o sucesso de reformas trabalhistas e reduções de jornada depende diretamente do aumento da produtividade e da eficiência estrutural da economia.

Enquanto o debate sobre a escala de trabalho avança nos âmbitos político e empresarial, profissionais que atuam de forma remota ou em escritórios também enfrentam questões relacionadas ao bem-estar e à saúde ocupacional. Especialistas em ergonomia destacam que a adaptação correta de móveis e a prevenção de lesões por esforços repetitivos são fundamentais para garantir a saúde musculoesquelética ao longo da jornada profissional.

Fontes consultadas

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