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Economia

Governo planeja remanejamento orçamentário para 2027 e descarta corte no Bolsa Família

Equipe econômica estuda remanejar cerca de R$ 20 bilhões do Orçamento para cumprir promessas de campanha sem extinguir programas sociais.

Por 2 min de leitura

Governo planeja remanejamento orçamentário para 2027 e descarta corte no Bolsa Família
Governo planeja remanejamento orçamentário para 2027 e descarta corte no Bolsa Família

O governo federal planeja remanejar aproximadamente R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027 para acomodar promessas de campanha, sem ampliar o limite total de despesas públicas. A medida ocorre em meio a discussões sobre a sustentabilidade das contas fiscais e gerou dúvidas sobre o futuro de benefícios sociais, mas informações oficiais indicam que não há decisão de extinguir o programa Bolsa Família.

Apesar das apreensões geradas pelo aumento de gastos e pelo cenário econômico, o Bolsa Família teve os valores reajustados em outubro, passando a pagar um mínimo de R$ 691 por família, enquanto o benefício médio estimado subiu para R$ 777. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social esclarece que o valor recebido varia conforme a composição familiar e os acréscimos legais, sem indicativos de encerramento do programa.

Para viabilizar as novas medidas sem ultrapassar as regras do arcabouço fiscal, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a intenção é reorganizar o Orçamento e revisar estimativas de despesas obrigatórias. Entre as iniciativas que exercem pressão sobre as contas públicas estão o reajuste do próprio Bolsa Família, o programa de renegociação de dívidas Desenrola 3.0, a ampliação do Pé-de-Meia, o Pix MEI e a proposta de tarifa zero no transporte público.

Enquanto o governo projeta um superávit primário de R$ 18,6 bilhões para 2027 no Projeto de Lei Orçamentária Anual, instituições independentes como a Instituição Fiscal Independente (IFI) apontam divergências expressivas e projetam um déficit de R$ 86,1 bilhões. Para assegurar o cumprimento das metas fiscais, a equipe econômica avalia um pacote que pode incluir a mudança de leis ou até mesmo uma emenda à Constituição.

As discussões sobre o ajuste fiscal também contemplam a racionalização de benefícios sociais, com propostas para eliminar sobreposições e integrar mecanismos de assistência. Entre as hipóteses avaliadas estão critérios de transição para trabalhadores que deixam o Bolsa Família após conquistarem emprego formal, além de revisões em despesas tributárias e nos pisos constitucionais de saúde e educação.

No cenário político e de mercado, as reações às contas públicas e ao panorama econômico têm gerado instabilidade nos ativos financeiros, com reflexos no câmbio e na curva de juros. Especialistas apontam que a necessidade de controle efetivo dos gastos públicos é fundamental para reancorar as expectativas e evitar pressões inflacionárias adicionais no país.

Fontes consultadas

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